Alice Portugal diz que Wagner fez o melhor governo e Rui está preparado

Postado em fev 4 2014 - 10:38am por Jornal da Chapada
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A deputada federal, Alice Portugal | FOTO: Reprodução |

Conhecida pela fidelidade ao projeto encabeçado pelo PT no Estado, desistindo, inclusive, de disputar a prefeitura de Salvador em 2012 para ceder à aliança partidária com Nelson Pelegrino (PT), a deputada federal Alice Portugal, uma das grandes lideranças do PCdoB no Estado, destaca o apoio à candidatura de Rui Costa (PT) ao governo baiano.

Segundo a comunista, “Rui está preparado para o enfrentamento”. “É um candidato bom, um jovem político já testado nas urnas, que tem uma facilidade enorme para a ação administrativa”. Ela faz elogios à gestão Wagner ao dizer que “foi o melhor governo da história da Bahia” e destaca a naturalidade da possibilidade de seu nome surgir para o posto de vice. “O meu nome acaba surgindo como um elo de ligação com as mulheres…”

Tribuna da Bahia – A polêmica em torno da escolha do vice na chapa encabeçada pelo petista Rui Costa continua. Nos bastidores fala-se que o impasse maior agora é o desejo de que a escolhida seja uma mulher. Como a senhora vê esse movimento da política?
Alice Portugal – De fato, é um momento decisivo para a afirmação do projeto que trouxe Jaques Wagner a ocupar duas vezes a cadeira de governador do Estado. Esse projeto, que em minha opinião vem mudando a Bahia, é um projeto conectado com a presidente Dilma Rousseff e que nós do PCdoB vamos continuar participando porque o que nos guia é essa política nacional. Essa discussão do vice apareceu na cena política, inicialmente, com os partidos em ordem cronológica da sua força, quantidade de prefeitos, de deputados. Matemática essa, da política, que é superlegítima. E o meu nome acaba surgindo como um elo de ligação com o seguimento da sociedade que, de certa maneira, precisa que esse segmento político dialogue com o movimento social, com as mulheres, que precisam ser conectados com uma chapa que tenha, sem dúvida, uma expectativa de vitória muito grande na eleição vindoura.

Tribuna – A senhora está no páreo, o PCdoB já demonstrou interesse em brigar pela vice, até na tentativa de pacificar o PP e o PDT? O nome da senhora agrega nessa chapa, já que o candidato Rui Costa não é tão conhecido da população?
Alice Portugal – Primeiro quero dizer que o nome surgiu espontaneamente na imprensa. O presidente do meu partido tomou, diante da circunstância, uma posição de colocar o nome à disposição, evidentemente, com meu aval. Isso não significou um convite. Colocamos à disposição, compreendemos a necessidade de uma chapa que dialogue com esses segmentos, mas não houve convite. Portanto, até o momento eu sou pré-candidata a deputada federal, função que exerço com muito orgulho, com muita vontade de acertar a cada momento. Evidentemente, é necessário, a partir daí, analisar a natureza da chapa. Se você me perguntar eu vou dizer que estamos em uma quadra da política, especialmente quando as ruas vão com as cartolinas nas mãos dizer que querem mais avanços. É fundamental que a classe média, que os setores da luta social sejam ouvidos e tenham um elo de ligação com essa chapa.

Tribuna – A senhora acredita que a antecipação do processo pelo PT e até essa disputa é prejudicial, já que deveriam estar sendo discutidas, justamente, as políticas públicas que devem ser feitas para que o Estado possa avançar?
Alice Portugal – Finalmente, essa semana foi realizada uma discussão sobre o programa. Não pude estar presente, mas estou conectada com a discussão de um programa de governo para o candidato Rui Costa, que é um candidato bom, um jovem político já testado nas urnas, que tem uma facilidade enorme para a ação administrativa. Então, Rui está preparado para o enfrentamento. É claro que ele terá que ser visto pela grande massa baiana, mas a chapa não pode ser apenas pragmática. O pragmatismo, em excesso, pode ser o causador de um dano em relação à fisionomia, a identidade desse projeto que trouxe o governador Jaques Wagner. O governador Jaques Wagner, quando foi eleito pela primeira vez, não tinha um prefeito, não tinha nenhum secretário de estado apoiando, não tinha uma quantidade expressiva de deputados. Portanto, não é apenas essa a matemática que faz a vitória. É necessário que não de perca a identidade, que se corrijam eventuais equívocos na relação com os movimentos sociais, especialmente sobre os professores que não estavam armados. E eu tive uma ação de quase súplica pela negociação preliminar, mas, infelizmente, os danos ocorreram e, para que não ocorra novamente o que ocorreu em Salvador, eu espero que tomemos as vacinas necessárias. Essas vacinas passam por um diálogo com os movimentos sociais.

Confira entrevista completa…

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