Marcelo Nilo ameaça cruzar os braços na campanha de Rui Costa

Postado em mar 12 2014 - 11:59am por Jornal da Chapada
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“Posso ficar neutro, ou não apoiar ninguém na majoritária”, diz o presidente da Assembleia sobre as eleições 2014 | FOTO: Reprodução |

Considerado aliado fiel do governador Jaques Wagner (PT), sendo um dos interlocutores do governo no estado, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT), sinalizou ontem que pode se rebelar contra a não indicação do seu nome para a vice na composição do candidato a majoritária estadual, secretário Rui Costa (PT). O pedetista, que inicialmente se empenhou para uma possível postulação a cabeça de chapa, lembrou que vem há mais de quatro meses batalhando para ocupar a vaga. Em encontros recentes com o governador, ele afirma ter cobrado os critérios para a escolha. Nilo foi enfático ao mandar o recado de que caso a definição seja conduzida pelo aspecto “pessoal”, ele continuará do lado de Wagner, mas não irá pedir votos para Rui.

“O que eu disse ao governador eu digo em público. Aceito qualquer critério, agora se for uma decisão pessoal dele, aí você pode ter certeza que o cidadão, o deputado, o membro da Executiva do PDT, Marcelo Nilo, vai sentar com o partido e decidir uma posição política. Posso ficar neutro, ou não apoiar ninguém na majoritária. Vou votar em Rui, mas não vou subir em palanque e liberar os meus amigos”, declarou ontem, em entrevista a Rádio Tudo FM.

A declaração do dirigente do Legislativo estadual foi uma resposta ao suposto desfecho em torno do PP, com a indicação do deputado federal João Leão para a vice. O próprio deputado, que é presidente estadual do PP e o seu correligionário, Mário Negromonte, deram sinais claros sobre a articulação e afirmaram que o governador deve anunciar o postulante entre sexta-feira e sábado, antes de viajar com a primeira dama, Fátima Mendonça.

Governo e oposição trocam farpas por indicação da vice
Apesar de demonstrar insatisfação com os fortes rumores, o presidente da Assembleia negou que o governador já tivesse batido o martelo sobre a questão. “Eu converso com o governador constantemente e, em nenhum momento, ele me comunicou. Não existe essa definição. Se fosse o caso, eu seria a primeira pessoa a saber”, disse Nilo, ao destacar que fala com o chefe do Executivo baiano todos os dias.

O deputado afirmou ter conversado por mais de duas horas com o gestor na última semana e que teria deixado claro seu posicionamento. “Eu disse a ele que eu pleiteei a governadoria, mas que na realidade não consegui as condições objetivas, ficando apenas 9% nas pesquisas e que aceitaria qualquer critério, de pesquisa, quem tiver mais números de deputados federais, estaduais, prefeitos, quem for mais conhecido, quem tiver mais relações. Em nenhum momento eu disse que aceitaria Mário Negromonte e João Leão”, relatou.

O assunto esquentou os bastidores do Legislativo e os pronunciamentos em plenário. Os deputados da oposição fizeram questão de frisar o “constrangimento” do presidente. “A ingratidão na política fez com que passassem por cima da amizade e daqueles que sempre serviram a causa. Quero prestar minha solidariedade a vossa excelência, pois pela amizade que tem com o governador deveria ser o primeiro a saber o que a Bahia inteira já sabe, que o deputado João Leão é o candidato a vice. O PP teve premiação absoluta, tendo o espaço de vice na chapa e garantindo uma vaga no Tribunal de Contas”, ironizou o líder da oposição, Elmar Nascimento (DEM).

O líder democrata, Carlos Gaban, também se referiu a uma “traição” do gestor estadual não escolher o amigo fiel Marcelo Nilo. A contestação surgiu no pronunciamento do petista Paulo Rangel. Segundo ele, o vice ainda não teria sido escolhido. Ele aproveitou para cutucar a Minoria ao dizer que o “governo pecava por excesso” de candidatos, enquanto a oposição não demonstra habilidade para escolher o nome que a representará nas urnas. Extraído da Tribuna da Bahia.

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