Deputado diz que penas brandas sinalizam que órgãos querem maquiar racismo no futebol

Postado em mar 25 2014 - 4:39pm por Jornal da Chapada
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O parlamentar federal do PT, Valmir Assunção | FOTO: Beto Oliveira |

O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) se manifestou nesta segunda-feira (24) sobre as punições aos times dos torcedores que cometeram atos de racismo contra os jogadores Tinga, do Cruzeiro, e Arouca, do Santos, durante partidas de futebol. De acordo com o parlamentar, “as penas brandas refletem que a Conmebol, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e a justiça desportiva brasileira querem maquiar os fatos no futebol e cobra punição também para os torcedores racistas”.

“Temos que prezar por uma mudança na conduta do torcedor. As equipes foram multadas, mas qual será a punição para o torcedor que agrediu os jogadores? Será que a equipe é a única que deve ser punida no caso? São questões que a sociedade não responde e que para nós continua sendo vergonhoso. E as penas [multas] são muito aquém quando se fala de racismo. É como se no Brasil o racismo tivesse um preço”, dispara.

Nesta segunda, a Conmebol anunciou que o Real Garcilaso foi multado em US$ 12 mil pelos gritos racistas de seus torcedores ao meia do Cruzeiro, Tinga, na partida entre os dois clubes pela Libertadores, no dia 12 de fevereiro, no Peru. Já o Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo multou o Mogi Mirim por R$ 50 mil pelos gritos racistas ao volante Arouca, em partida pelo Campeonato Paulista, no dia 6 de março. Segundo informações, “a Confederação Sul-Americana ainda ameaça interditar o estádio do Real Garcilaso caso um novo episódio de racismo seja registrado”.

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