Greve continua: Reunião entre associações e deputados termina sem acordo

Postado em abr 16 2014 - 11:03pm por Jornal da Chapada
deputado

Deputados e representantes dos grevistas não chegaram a um acordo | FOTO: Reprodução/Facebook |

A população baiana que esperava, ainda na noite desta quarta-feira (16) pelo fim da greve dos policias da Bahia precisará de um pouco mais de paciência. Após cinco longas horas de conversa entre representantes das associações dos militares e deputados estaduais na Assembleia Legislativa da Bahia (16), o resultado é o que ninguém queria esperar: a greve continua. Segundo informações divulgadas pelo site Bocão News, apenas três pautas aceitas pelo governo foram mantidas. As outras apresentadas na tarde desta quarta-feira (16), o governo optou por não acatar. O estado afirma que só a Gratificação de Atividade Policial (GAP), solicitada pelos militares custaria R$ 720 milhões ao mês. O auxílio alimentação a cada um real são dois mil reais a mais por mês na conta do governo.

Sobre a anistia, o governador Jaques Wagner (PT) disse que não haveria negociação de forma alguma. Durante todo o dia, um Grupo de Trabalho (GT) se reuniu na Alba para discutir questões colocadas pelos PMs. Durante o encontro às portas fechadas, entre representantes da Polícia Militar e deputados do Estado na Alba, na noite desta quarta-feira que buscou a definição de um possível acordo sobre as demandas apresentadas pela classe, os parlamentares chegaram a solicitar a presença de representantes da Procuradoria Geral do Estado e do secretário da Fazenda, Manoel Vitório para reunião, o que não aconteceu.

Ilegalidade da greve
Hoje, o Tribunal de Justiça decretou a ilegalidade da greve da PM. As cinco associações – Associação de Policiais e Bombeiros e de Seus Familiares (Aspra), Associação de Praças da Polícia Militar da Bahia (APPM-BA), Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia (AOPM-BA Força Invicta), Associação dos Oficiais Auxiliares da Polícia Militar (AOAPM-BA), Associação dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais da Polícia Militar da Bahia (ABSSO-BA) e a Associação dos Bombeiros Militares da Bahia – Associação Dois de Julho – devem pagar multa diária de R$ 50 mil. Wagner afirmou que com relação às punições judiciais, cabe ao judiciário aplicá-las. Já com relação às punições administrativas, o governador enfatizou que a ação dos grevistas pode levar à exoneração. Extraído na íntegra do Bocão News.

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