Secretário de Justiça do governo Wagner é acusado de assediar sexualmente servidoras

Postado em maio 29 2014 - 10:35am por Jornal da Chapada
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O auxiliar do governo é promotor de Justiça e tentou por algumas vezes ser desembargador do TJ-BA, por meio do Quinto Constitucional | FOTO: Reprodução |

O site Bocão News teve acesso, com exclusividade, aos documentos que comprovam uma denúncia feita por servidoras da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da Bahia (SJCDH), enviadas ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP) contra o secretário Almiro Sena. No documento, as supostas vítimas relatam que “lamentavelmente formulamos a seguinte denúncia, contra todos os acontecimentos ocorridos nos últimos tempos na Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da Bahia, um dos últimos locais onde imagina os acontecimentos narrados nos relatos em anexo”. Ainda no documento, as denunciantes pedem socorro para que os acontecimentos descritos não caiam no esquecimento. “Assim como se fala por aí que já existem outras denúncias e que o secretário de Justiça e Promotor, Almiro Sena, usou de sua “influência” para arquivar tais processos.

Após receber os documentos, cujo conteúdo completo será divulgado na manhã desta quinta-feira (29), a reportagem ligou para a presidente da Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, a vereadora Tia Eron (PRB), que confirmou saber sobre estas denúncias contra o secretário, entretanto, ainda não teve acesso ao documento por completo. “Seguramente já está chegando à comissão e não soube se já foi protocolado. De fato, isto não é competência nossa por ser do âmbito estadual, o que nos leva a não tomar nenhum tipo de providência, a não ser em conjunto com a Comissão de Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa da Bahia, mediante leitura em si do documento, para que depois as providências cabíveis sejam tomadas. Temos uma estrutura dentro da Comissão que existe para avaliar ponto a ponto”, afirmou a vereadora, que preferiu ainda não se posicionar sobre as denúncias.

A deputada estadual Neusa Cadore (PT), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa, declarou que ainda não teve acesso ao caso. Mas, de acordo com a parlamentar, assim que os documentos chegarem ao colegiado, medidas efetivas deverão ser tomadas. “Ainda não chegou, mas quando chegar, não ficaremos de braços cruzados. Isso não será engavetado. Vamos apurar rigorosamente todos os fatos”, declarou Cadore. Apesar da deputada petista garantir que ainda não teve acesso ao processo registrado no Ministério Público, fontes ligadas ao Bocão News dão conta de que Cadore teve acesso aos documentos no início da noite. A mesma fonte confirma que o governador Jaques Wagner já está sabendo do caso e garantiu que “irá tomar providências”. Extraído do site Bocão News.

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