Mulheres devem se preparar para uma menopausa saudável, sugere especialista

JC
Postado em abr 20 2017 - 1:04pm por Jornal da Chapada
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Reposição hormonal, atividade física e alimentação equilibrada reduzem sintomas da menopausa e diminuem risco de doenças | FOTO: Divulgação |

Das indesejáveis ondas de calor à irritabilidade, insônia e depressão, os sintomas da menopausa podem representar um transtorno nesta fase de mudanças importantes no organismo da mulher. A menopausa é caracterizada pela redução da produção de hormônios reprodutivos responsáveis pelos ciclos menstruais, é a última menstruação da mulher.

“Há mulheres que entram neste período sem muitos sintomas, mas há outras que apresentam sintomas intensos que podem comprometer sua saúde e qualidade de vida e até afetar seriamente seu trabalho e seus relacionamentos pessoais e familiares”, explica o ginecologista Jorge Valente, diretor médico do Ceparh (Centro de Pesquisa e Assistência em Reprodução Humana).

A menopausa não é doença, é um período que faz parte do ciclo natural de vida da mulher. “A reposição hormonal, aliada à atividade física e uma dieta equilibrada, vai prevenir o aparecimento dos sintomas desagradáveis e das doenças que podem ser desenvolvidas, além de melhorar a qualidade de vida da mulher”, afirma Jorge Valente.

Queda de hormônios e reposição
De acordo com o especialista, reposição hormonal na menopausa significa longevidade com qualidade de vida e redução dos riscos à saúde provenientes da queda dos hormônios sexuais. O estrogênio é um hormônio feminino fundamental para a saúde da mulher, ele equilibra o colesterol bom (HDL) e o ruim (LDL), reduzindo o risco de problemas cardiovasculares, atua na distribuição de gordura no corpo, no humor e bem estar.

“Graças ao estrogênio que a mulher com menos de 50 anos tem menos problemas cardiovasculares que o homem”, esclarece Jorge Valente. A diminuição do estrogênio aumenta o risco de acumular gordura abdominal e a chance de desenvolver doenças cardiovasculares e diabete. Outra implicação da falta do hormônio é a redução da captação de cálcio, que leva a perda da massa óssea, favorecendo o aparecimento da osteoporose.

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O ginecologista Jorge Valente, diretor médico do Ceparh | FOTO: Divulgação |

O hormônio também protege a memória da mulher prevenindo a Doença de Alzheimer, ajuda na regulação do metabolismo, aumenta a produção de colágeno, mantendo o brilho e a elasticidade da pele, e é fundamental na lubrificação vaginal. A reposição é um tratamento individualizado, cada mulher tem necessidades específicas. Em alguns casos, ela precisa repor apenas o estradiol (estrogênio) ou a progesterona. Já algumas mulheres precisam da testosterona, o hormônio masculino. Também há pacientes que precisam de uma combinação de hormônios.

“A terapia de reposição hormonal deve ser feita com hormônio bioidêntico, ou seja, similar ao que o ovário produz e em pequena dosagem”, segundo o especialista. “Antes de iniciar o tratamento hormonal, toda paciente faz uma série de exames para que sua terapia seja adequada às suas necessidades e segura”, explica Jorge Valente. Esta varredura identifica possíveis contraindicações para a reposição ou direciona melhor a terapia hormonal, se a mulher tem fatores de risco para trombose, como no caso das pacientes fumantes ou com obesidade, sofre de hipertensão descontrolada, tem histórico familiar de câncer de mama, dentre outros fatores.

Menopausa
Em média, a menopausa acontece por volta dos 50 anos de idade, mas o período de transição, conhecido como climatério, vai dos 45 aos 55 anos. “Quando a mulher não menstrua por pelo menos 12 meses consecutivos, isso é um indicador da menopausa”, explica o ginecologista Jorge Valente. O espaçamento entre os ciclos menstruais e o fluxo irregular – às vezes intenso e outras bem fraco – é um dos primeiros indicadores de que a menopausa se aproxima.

Segundo o especialista, toda mulher deve buscar seu ginecologista ao perceber sintomas como menstruação irregular, suor noturno intenso, ondas de calor, irritabilidade, ansiedade excessiva, ressecamento vaginal, insônia, diminuição do desejo sexual, redução da atenção e da memória e depressão.

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