Filho de ministro morto em acidente de avião diz que “não tem como não pensar que mataram seu pai”

JC
Postado em maio 18 2017 - 1:45pm por Jornal da Chapada
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Francisco Prehn Zavascki acusa o PMDB de tentar barrar a Lava Jato a qualquer preço | FOTO: Montagem do JC |

Após a bomba da delação dos empresários da JBS explodir e abalar as estruturas do governo de Michel Temer, o filho do ex-ministro Teori Zavascki, então relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), morto em acidente de avião, fez uma publicação tão explosiva quanto, em sua conta no Facebook. Francisco Prehn Zavascki acusa o PMDB de tentar barrar a Lava Jato a qualquer preço.

“Derrubaram a Dilma e assumiu o Temer. Do que eles são capazes? Será que só pagar pelo silêncio alheio? Ou será que derrubar avião também está valendo?”, escreveu. Francisco ainda apontou que o pai sabia o quanto os dois estavam afundando em um mar de corrupção.

“Aflito ao ponto de me confidenciar que havia consultado informalmente as Forças Armadas e que tinha obtido a resposta de que iriam sustentar o Supremo até o fim! Que gente cínica. Não tem coisa que me embrulha mais o estômago do que lembrar que, no dia do velório do meu pai, diante de tanta dor, ainda tive que cumprimentar os membros daquele que foi apelidado naquele mesmo dia de o ‘cortejo dos delatados’”, escreve o filho do ex-ministro Teori.

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Confira texto do post na íntegra:

“O PMDB está no poder desde sempre e, como todos sabemos, estava com o PT aproveitando tudo de bom que o Governo pode dar… até que veio a Lava jato. A ordem sempre foi a de parar a Operação (isto está gravado nas palavras dos seus líderes). Todavia, ao que parece, até para isso o PT era incompetente e, ao que tenho notícia, de fato, o PT nunca tentou nada para barrar a Lava Jato (ao menos o pai sempre me disse que nunca tinham tentando nada), o que sempre gerou fortes críticas de membros do PMDB.

O problema é que as investigações começaram a ficar mais e mais perto e os líderes do PMDB viram como única saída, realmente, brecar a Operação a qualquer custo. Para isso, precisava do poder. Derrubaram a Dilma e assumiu o Temer. Do que eles são capazes? Será que só pagar pelo silêncio alheio? Ou será que derrubar avião também está valendo? O pai sabia de tudo isso. Sabia quanto cada um estava afundando nesse mar de corrupção. Não é por acaso que o pai estava tão aflito com o ano de 2017.

Aflito ao ponto de me confidenciar que havia consultado informalmente as Forças Armadas e que tinha obtido a resposta de que iriam sustentar o Supremo até o fim! Que gente cínica. Não tem coisa que me embrulha mais o estômago do que lembrar que, no dia do velório do meu pai, diante de tanta dor, ainda tive que cumprimentar os membros daquele que foi apelidado naquele mesmo dia de o “cortejo dos delatados”. Impeachment já! Desculpem o desabafo, mas não tenho como não pensar que não mandaram matar o meu pai!”

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