Chapada: Loja de Artesanato Mulheres Quilombolas de Rio de Contas já está em funcionamento

JC
Postado em jun 19 2017 - 5:01pm por Jornal da Chapada
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A produção das peças é feita por 30 artesãs das comunidades quilombolas de Barra do Brumado, Bananal e Riacho das Pedras | FOTO: Divulgação/Yago Matheus/Setre |

Os moradores e visitantes do município de Rio de Contas, na Chapada Diamantina, têm uma nova opção para a compra de roupas masculina, feminina, infantil, além de roupas de cama e artigos de decoração. Foi inaugurada, na última sexta-feira (16), no povoado de Barra do Brumado, na zona rural do município, a Loja de Artesanato Mulheres Quilombolas de Rio de Contas, parte do Edital de Apoio a Empreendimentos de Economia Solidária de Matriz Africana, da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).

A inauguração da loja no povoado segue o conceito de turismo étnico, crescente na localidade. Além do espaço físico, o projeto prevê a comercialização dos produtos pela internet e em feiras de economia solidária. A produção das peças é feita por 30 artesãs das comunidades quilombolas de Barra do Brumado, Bananal e Riacho das Pedras, que utilizam a técnica de crivo rústico, um bordado feito a partir do entrelace dos fios de tecidos de algodão.

Presente na inauguração, a secretária Olívia Santana destacou a importância da preservação das tradições culturais e valorização do artesanato. “A Chapada Diamantina já é um referencial turístico. Agregar a tradição cultural, e quem sabe em breve a culinária, essa localidade tem tudo para se transformar em um ponto de visitação turística”, vislumbra.

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A inauguração da loja aconteceu na última sexta e contou com a presença da secretária estadual Olívia Santana | FOTO: Divulgação/Yago Matheus/Setre |

Investimentos
O espaço é fruto de um investimento de mais de R$ 112 mil do Governo do Estado, a iniciativa visa fomentar alternativas de geração de renda e trabalho para a população, através do resgate da tradição do artesanato.

Além da reforma da loja e da aquisição do mobiliário, os recursos foram empregados na realização de cursos de corte e costura e na compra de matéria prima para produção das peças. Além de promover a inserção produtiva das mulheres, através de práticas coletivas e solidárias, o projeto contribui no fortalecimento da identidade quilombola. As informações são da Setre.

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