#Salvador: Vereadora Lorena pede a criação da Patrulha Maria da Penha na Guarda Municipal

Postado em jul 14 2017 - 4:42pm por Jornal da Chapada
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O projeto da vereadora tem o objetivo de prevenção da violência doméstica contra a mulher em Salvador | FOTO: Divulgação |

Defensora dos direitos das mulheres na sociedade, a vereadora Lorena Brandão (PSC) protocolou esta semana, na Câmara Municipal de Salvador, um projeto de indicação que pede a criação da Patrulha Maria da Penha na Câmara Municipal. Segundo o projeto, que tem objetivo de prevenção da violência doméstica contra a mulher em Salvador, a indicação foi feita a partir do momento em que o DataSenado apontou aumento significativo do percentual de mulheres que declararam ter sido vítimas de algum tipo de violência em comparação com o ano de 2015.

Há dois anos o número estava em 18%, agora, em 2017, em 29%. Além disso, a pesquisa apontou que a violência física foi a mais mencionada tendo 67% das respondentes dizendo que sofreram esse tipo de agressão, tendo a violência psicológica ficado em segundo lugar com 47% das menções, e a violência moral e sexual respectivamente com 36% e 15% das respostas.

“Além da valorização da nossa guarda feminina, a entrega deste projeto também visou o combate à violência contra a mulher. Não podemos esconder este crime, ele é real e está crescendo cada vez mais, os números mostram isso. Nós, representantes do povo, temos que fazer a nossa parte e lutar pela segurança e pela punição dos infratores. A Patrulha Maria da Penha já é um sonho antigo na Guarda, e queremos agora que saia do papel”, disse a vereadora.

Ainda de acordo com o DataSenado, 69% das entrevistadas consideraram que a violência aumentou e constatou-se que a mulher que tem filhos está mais propensa a sofrer violência: foi de 15% o percentual de mulheres sem filhos que declararam ter sofrido violência provocada por um homem, enquanto o percentual de mulheres com filhos que o declararam foi de 34%. A pesquisa ainda apontou que houve um crescimento no percentual de mulheres que declarou ter sofrido violência sexual, que passou de 5%, em 2011, para 15%, em 2017.

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