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#Brasil: Ministro do STF Edson Fachin nega liberdade para a desembargadora Maria do Socorro e ela permanece presa

A ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Maria do Socorro | FOTO: Divulgação |

A desembargadora e ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Maria do Socorro Barreto Santiago, continua presa após o Supremo Tribunal Federal (STF) negar seu pedido de liberdade nesta segunda-feira (13). Socorro está presa desde o final de novembro preventivamente devido a nova fase da Operação Faroeste, expedida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes, relator do caso.

A decisão pela permanência da prisão foi dada pelo ministro Edson Fachin, baseada na decisão no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal para “seguimento ao presente habeas corpus”. Conforme ele avaliou, a desembargadora foi presa em novembro do último ano na ‘Faroeste’, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e também já teve pedido de liberdade negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

De acordo com a decisão que autorizou as ações da PF, os agentes encontraram no quarto da desembargadora cerca de R$100 mil em espécie, em valores convertidos para o real. Do total, foram encontrados R$56,5 mil em dinheiro, 9 mil euros e 200 dólares. A operação foi realizada em duas residências da desembargadora – uma delas no bairro do Canela, em Salvador – e no seu gabinete, na sede do TJ-BA.

Em uma das residências, ainda foi encontrado um grande estojo do tipo mostruário com “adornos femininos, contendo colares, anéis, relógios, brincos”, além de três relógios Rolex. A Polícia Federal ainda não constatou se os relógios são imitações. Também foram encontrados muitos quadros na casa de Socorro.

Na denúncia do Ministério Público Federal (MPF), é dito que o padrão de vida ostentado pela desembargadora, “com muitos adornos, aparentando joias, dinheiro em espécie de grande monta, obras de arte, bolsas, é acima do que seria esperado para uma servidora pública”. No quarto de outra residência de Maria do Socorro foi apreendido um colar de ouro, com aparente alto valor de mercado.

Já no gabinete do TJ-BA, foram apreendidos sete canhotos de talões de cheques de um banco, com referência a pagamento aos artistas plásticos Tati Moreno e Sérgio Amorim. No gabinete, havia diversas obras de arte, inclusive duas assinadas por Sergio Amorim, duas de Bel Borba.

A polícia também apreendeu duas pastas pretas com documentos diversos, identificadas como “contas 2019”, com comprovantes de pagamento a compras de joias e acessórios. Também foram localizadas despesas como pagamento de IPTU de imóveis “supostamente pertencentes”, a desembargadora, nas seguintes localidades: “Canela, Praia do Flamengo, Graça, Praia do Forte, Penha e outro denominado São Gonçalo dos Campos”. As informações foram extraídas do Política Livre.

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