Jornal da Chapada

#Mundo: Confira imagem da erupção do vulcão em La Palma vista do espaço

O Instituto Vulcanológico das Ilhas Canárias, Involcan, relatou várias explosões poderosas às 17h20 de ontem no vulcão La Palma | FOTO: NASA/Divulgação |

A erupção do vulcão Cumbre Vieja, em La Palma, nas Ilhas Canárias, pode ser vista do espaço. O astronauta francês Thomas Pesquet, a bordo da Estação Espacial Internacional, conseguiu fotografar a erupção e compartilhou o registro impressionante em sua conta no Twitter.

“O vulcão de LaPalma em erupção. O brilho alaranjado da lava em contraste com a escuridão do Oceano Atlântico é ainda mais impressionante. O brilho da lava parece muito próximo ao brilho das luzes da cidade”, escreveu o astronauta em sua postagem.

A empresa de monitoramento de satélite Maxar Technologies igualmente divulgou imagem de alta resolução da área da erupção em La Palma a partir do espaço captada por um dos seus satélites. Na imagem é possível observar uma das bocas eruptivas expelindo magma e a área urbana que está sendo atingida pela lava do vulcão Cumbre Vieja.

O Instituto Vulcanológico das Ilhas Canárias, Involcan, relatou várias explosões poderosas às 17h20 de ontem no vulcão La Palma. A erupção segue seu caráter estromboliano, com fases mais explosivas, com quatro centros emissores e uma coluna, e ainda uma pluma de gases e cinzas que atinge 4.500 metros de altura.

A sismicidade continua em níveis baixos, com poucos terremotos sentidos. Ontem, os especialistas registraram terremotos de longa duração, associados a atividades explosivas.

O sinal de tremor vulcânico aumentou durante as fases explosivas, refletindo a dinâmica eruptiva, enquanto as deformações da superfície, em torno de 28 centímetros, continuam apresentando “uma tendência estável”, segundo o Involcan.

A diminuição dos fluxos de lava observada não implicou na redução do processo eruptivo. O abrandamento das paredes de lava, que em alguns pontos atingem alturas de doze metros, deve-se ao fato de “estar cada vez mais difícil avançar” por terra. A lava perde temperatura à medida que se afasta do cone, e porque tem que passar pelo “grande volume” de material já depositado, que também esfriou na superfície.

A empresa de monitoramento de satélite Maxar Technologies divulgou imagem de alta resolução da área da erupção em La Palma | FOTO: Maxar Technologies/Divulgação |

A erupção é a primeira em La Palma desde outubro de 1971, quando o vulcão Teneguia expeliu lava durante três semanas. La Palma, com 85 mil habitantes, é uma das oito ilhas do Arquipélago das Canárias. No seu ponto mais próximo com a África, dista 100 quilômetros do Marrocos. As Canárias estão a 460 quilômetros da ilha da Madeira, em Portugal, e a 1.428 quilômetros da Ilha do Sal, em Cabo Verde.

O cenário de abertura de novas fissuras eruptivas é possível. A superfície continua a inflar e se deformar, o que é um sinal de que mais magma está sendo armazenado no subsolo e pode irromper na superfície. Os especialistas dizem que os caminhos existentes não são grandes o suficiente e que o vulcão pode optar por aumentá-los ou criar novos com aberturas de mais fissuras.

A atividade vulcânica na parte Sul da ilha de La Palma já dura pelo menos 125.000 anos e formou o vulcão conhecido como Cumbre Vieja, ou também simplesmente como Dorsal Sur. Apesar de serem estruturas diferentes, o Cumbre Vieja pode fazer parte do vulcão Taburiente. O Cumbre Vieja entrou em erupção em 1971, 1949, 1712, 1677, 1646 e 1585.

É o vulcão mais ativo das Ilhas Canárias. As erupções ocorreram em intervalos de 20-60 anos. Exceção foi a notável dormência de 237 anos entre 1712 e 1949. Cientistas especulam que a enorme erupção de seis anos na vizinha Ilha de Lanzarote, em 1730, induziu a longa dormência em Cumbre Vieja de mais de dois séculos até 1949. As informações são do MetSul Meteorologia.