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#Chapada: Após protesto no Vale do Capão contra adiamento do retorno das aulas, prefeito de Palmeiras diz que movimento é “político”

Segundo o prefeito, o grupo está sendo liderado pelo vereador Giba do Capão (PT), que teria migrado para a oposição | FOTO: Reprodução/Portal Vale do Capão |

Após professores e alunos terem realizado manifestação na segunda-feira (28), contra o adiamento das aulas presenciais no Vale do Capão, em Palmeiras, na Chapada Diamantina, o prefeito do município, Ricardo Guimarães (PSD), minimizou as queixas e afirmou que o movimento é de “cunho político”. Na ocasião, o grupo questionava também o gasto com obras inacabadas nas unidades escolares.

Segundo o prefeito, o grupo está sendo liderado pelo vereador Giba do Capão (PT), que teria migrado para a oposição. “Nós temos uma oposição em Palmeiras que segue a política do quanto pior, melhor. Para eles, seria interessante que nós não estivéssemos reformando as escolas”, pontuou o prefeito. O gestor ainda disse que todas as escolas municipais estão passando por reformas.

Contudo, os manifestantes pontuam que o início do ano letivo de 2022, que começaria na segunda, foi transferido para o dia 14 de março. O motivo, segundo eles, seriam as reformas das unidades escolares, o que os pais, professores e alunos questionam a não realização dessas obras com antecedência.

Durante manifestação que seguiu em passeata até a Vila, populares questionavam os R$300 mil, visto que foi destinado o orçamento de R$322 mil para a reforma da escola. Com planilhas orçamentárias do processo licitatório em mãos, eles perguntavam se a obra consumiu os R$62 mil previstos na revisão do telhado de 600m2, R$31,8 mil para a implantação de gradios e R$15 mil para a troca de janelas.

“É decepcionante. A gente sempre ouvia que o problema era a falta de verba, mas agora que tem dinheiro não aconteceu nem metade do que estava previsto. Tem vidros quebrados, buracos na tela da quadra, enfim, o que fizeram aqui foi uma maquiagem”, criticou Jucimara Santos Costa, mãe de um aluno, ao Portal Vale do Capão.

Acusado de ‘encabeçar’ os protestos, o vereador Giba do Capão negou sua participação no movimento e informou que se considera uma espécie de “porta-voz da comunidade”. “Eu não vejo cunho político, eu vejo ineficiência. Vejo superfaturamento”, denuncia ao Metro1. Jornal da Chapada com informações de Metro1 e Portal Vale do Capão.

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