A mineradora inglesa ‘Brazil Iron’, em Piatã, na Chapada Diamantina, alvo de muitas críticas por parte da população residente no entorno da mineradora, negou que a Polícia Militar foi acionada para apreender gravações da equipe jornalística da ‘Repórter Brasil’ (relembre aqui). Segundo a empresa, os militares foram chamados, após a mineradora tomar conhecimento de que a equipe de reportagem sobrevoou a área de operação da ‘Mina Mocó’ com o uso de um drone.
“A Brazil Iron não poderia ter outra atitude, pois ela é obrigada pelo Ministério da Defesa a reportar fatos desta natureza, uma vez que possui no referido espaço armazenamento de combustíveis e explosivos. Os profissionais de imprensa colocaram em risco suas próprias vidas e a dos colaboradores que trabalhavam no local. Operar aparelhos de radiofrequência em locais como o citado, sem os devidos cuidados, pode gerar acidentes de proporções catastróficas”, relata a empresa em nota enviada ao Jornal da Chapada (JC).
Ainda conforme a mineradora, a equipe de reportagem não respeitou determinações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que relatam a proibição de sobrevoar em infraestrutura crítica e utilização de drones no local. “Os profissionais realizaram gravações da área sem o consentimento da empresa”, pontua a nota.
Segundo a ‘Repórter Brasil’, dois policiais chegaram a abordar a equipe, afirmando que teria invadido a propriedade privada. Conforme os jornalistas, a mineradora ainda exigiu a apreensão de imagens captadas, mas eles se recusaram a entregá-las. Contudo, a empresa afirmou que o intuito da apreensão era “garantir que não mostrassem zonas críticas e de segurança”.
Jornal da Chapada
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