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#Curiosidades: Serpente mais veloz do Brasil é flagrada em Blumenau; conheça a “ligeirinha”

Caninana pode atingir até 2,5 metros de comprimento | FOTO: Divulgação/Instituto Butantan |

Um exemplar da serpente caninana (Spilotes pullatus), conhecida popularmente como “ligeirinha”, foi encontrado rastejando tranquilamente no bairro Testo Salto, em Blumenau (SC). O flagrante foi registrado e compartilhado nesta quarta-feira (24/9) no perfil do Instagram da Fauna Blumenau.

A espécie é considerada a serpente mais veloz do Brasil e pode atingir impressionantes 2,5 metros de comprimento. Apesar do porte e da agilidade, a caninana não possui veneno, sendo inofensiva para os seres humanos. No entanto, ela não é dócil. Quando se sente ameaçada, costuma erguer a cabeça, achatar o pescoço, expor a língua e, em alguns casos, pode até tentar morder.

Com uma coloração marcante que mescla tons de preto e amarelo, a caninana chama a atenção pelo visual. O Instituto Butantan destaca que, apesar da aparência intimidadora, a espécie não representa perigo.

Hábitos e reprodução

A “ligeirinha” é nativa do Brasil e pode ser encontrada em todos os biomas, com exceção dos Pampas. Também habita países da América do Sul, Central e do Norte.
Versátil, a serpente pode viver tanto no topo das árvores quanto no solo, sendo mais ativa durante o dia.

O período reprodutivo ocorre entre o inverno e a primavera. Os ovos são depositados no fim da primavera e os filhotes nascem entre o verão e o início do outono.

Alimentação e importância ecológica

O cardápio da caninana é variado, incluindo mamíferos de pequeno porte, aves, répteis e anfíbios. Sem veneno, ela utiliza a agilidade e a força para capturar suas presas, mordendo-as várias vezes até matá-las.
Por controlar populações de outros animais, a espécie desempenha papel fundamental no equilíbrio do ecossistema.

Orientações em caso de encontro

Ao encontrar uma caninana, a recomendação é não tentar capturá-la ou matá-la. É importante manter distância e deixar que o animal se afaste sozinho. Caso isso não seja possível, o ideal é acionar o Corpo de Bombeiros (193) ou a Polícia Ambiental do município.

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