Ícone do site Jornal da Chapada

#Chapada: Região chapadeira registra altas produtividades na safra de batata, aponta Cepea

Batata apresenta boa qualidade visual | FOTO: FreePik |

A Chapada Diamantina, na Bahia, tem registrado altas produtividades na atual safra de batata, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A produtividade média na região está entre 45 e 50 toneladas por hectare, podendo alcançar até 55 t/ha em alguns talhões.

De acordo com o acompanhamento do calendário anual da região, cerca de 12% da safra já foi colhida, enquanto a estimativa de plantio alcança 10% até o final de janeiro. A Chapada Diamantina concentra a maior parte da sua oferta entre os meses de dezembro e maio, período conhecido como safra das águas.

As condições climáticas, no entanto, têm exigido atenção dos produtores. As temperaturas registradas estão acima da média histórica e também superiores às do último ano, quando havia maior variação entre dias quentes e noites frias. Além disso, o volume de chuvas tem sido inferior ao padrão típico e com menor frequência, o que tem dificultado o abastecimento dos reservatórios.

Em 2025, as barragens da região operavam com cerca de 70% da capacidade, enquanto neste ano o nível caiu para aproximadamente 40%, mantendo agentes do setor em alerta, já que os volumes vêm recuando desde 2023. Apesar disso, o cenário ainda não é considerado alarmante para os produtores, que aguardam a possibilidade de novas chuvas nos próximos dias.

O clima seco e quente também favoreceu o surgimento de problemas fitossanitários. Segundo relatos de colaboradores do Hortifrúti/Cepea, houve ocorrência de minadora ao longo de todo o ciclo da batata, além de alternaria, especialmente em janeiro, associada às altas temperaturas e à baixa umidade, afetando os tubérculos a partir do meio do ciclo.

De forma geral, a qualidade das batatas colhidas é considerada boa, apesar de alguns registros pontuais de escurecimento da pele em determinadas áreas, reflexo do calor excessivo. Também houve relatos de produtores que optaram por atrasar a dessecação dos tubérculos em função dos baixos preços de comercialização, sem que isso tenha provocado alterações no calendário produtivo da região. Com informações do site HfBrasil.

Sair da versão mobile