A capital baiana passa a contar, a partir do próximo dia 12, às 17h, com uma estátua dedicada ao cantor e compositor Moraes Moreira. A obra será instalada na Praça Castro Alves, no Centro da cidade, e marca o início da programação comemorativa pelos 40 anos da Fundação Gregório de Mattos (FGM).
Natural de Ituaçu, na Chapada Diamantina, Moraes foi o primeiro artista a cantar em trio elétrico no Brasil, tornando-se um dos maiores símbolos do Carnaval baiano.
Após a inauguração da estátua, um cortejo do bloco Moraes e Moreira seguirá até o Teatro Gregório de Mattos, onde será apresentada a agenda cultural da FGM para 2026.
Programação comemorativa
As celebrações incluem a abertura da exposição “FGM 40+”, que revisita a história da instituição, além do lançamento de uma revista histórica com entrevistas de nomes como Gilberto Gil e Mário Kertész.
O encerramento ficará por conta de um show de Davi Moraes, filho de Moraes Moreira. O evento será gratuito e aberto ao público, respeitando a lotação dos espaços fechados.
Trajetória que marcou a folia
Batizado Antônio Carlos Moreira Pires, Moraes iniciou sua relação com a música ainda na adolescência, quando aprendeu a tocar violão em Caculé. Já em Salvador, aproximou-se de Tom Zé e passou a integrar o grupo Novos Baianos, ao lado de Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão.
Com Luiz Galvão, assinou grande parte das composições do grupo e participou da criação do álbum Acabou Chorare, lançado em 1972 e considerado um dos discos mais importantes da música brasileira. Em 2007, a revista Rolling Stone Brasil o elegeu como o melhor álbum da história da música nacional.
Três anos depois, Moraes iniciou carreira solo e lançou mais de 20 álbuns. Também entrou para a história ao se tornar o primeiro cantor a se apresentar em trio elétrico no Carnaval, ao lado do Trio Elétrico Armandinho, Dodô & Osmar.
Canções como “Pombo Correio”, “Chame Gente” e “Eu Sou o Carnaval” eternizaram seu nome como um dos principais representantes da folia baiana.
Moraes Moreira morreu em 13 de abril de 2020, aos 72 anos, após sofrer um infarto agudo do miocárdio. Ele faleceu enquanto dormia em sua residência na Gávea, no Rio de Janeiro, sendo encontrado pela manhã por uma funcionária da casa.
Até o momento, Ituaçu ainda não realizou homenagem oficial ao artista.
Jornal da Chapada

