Um levantamento divulgado nesta última segunda-feira (9) pelo Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da UFRJ identificou o avanço do discurso de ódio contra mulheres em plataformas digitais. A pesquisa analisa como conteúdos que propagam desprezo, controle ou hostilidade em relação às mulheres continuam circulando nas redes sociais e podem contribuir para a violência de gênero.
De acordo com o estudo, em 2024 foram identificados 137 canais que publicavam conteúdos com discurso de ódio ou ataques direcionados às mulheres. Naquele período, esses espaços acumulavam cerca de 105 mil vídeos publicados e reuniam aproximadamente 19 milhões de inscritos.
O levantamento também mostra que grande parte desses canais permanece ativa. Em 2026, cerca de 90% deles — o equivalente a 123 canais — continuavam em funcionamento, com um volume ainda maior de conteúdos disponíveis.
Segundo os dados analisados pelo NetLab, o número total de vídeos publicados nesses canais chegou a 130 mil. Além disso, houve crescimento significativo no público que acompanha esse tipo de conteúdo nas plataformas digitais.
Ainda conforme a pesquisa, o total de inscritos nesses canais subiu para 23 milhões em 2026, representando um aumento de aproximadamente 18,55% em relação aos números registrados em 2024.
Jornal da Chapada

