O Brasil deu um passo significativo no fortalecimento da indústria de jogos eletrônicos ao reconhecer formalmente os profissionais que atuam no setor. A medida ocorre em meio à consolidação do Marco Legal dos Jogos Eletrônicos e à recente atualização do Código Brasileiro de Ocupações (CBO), que agora passa a contemplar funções específicas da área.
Mesmo sendo um mercado consolidado e economicamente relevante há mais de 40 anos, o segmento de games ainda carecia de reconhecimento institucional. Com a nova classificação, profissões como artista visual de jogos, designer de jogos e designer de narrativa passam a ser oficialmente registradas, o que representa um avanço histórico para o setor.
A formalização das ocupações traz impactos diretos para o mercado de trabalho, ampliando a segurança jurídica tanto para empresas quanto para trabalhadores. A expectativa é de que a medida estimule novos investimentos, contribua para a geração de empregos e fortaleça a cadeia produtiva nacional.
Para especialistas, o reconhecimento marca uma mudança estrutural na forma como o Estado brasileiro enxerga a indústria de jogos. O presidente da Associação de Criadores de Jogos do Rio de Janeiro (ACJOGOS-RJ) e especialista em Games e Sociedade, Márcio Filho, destaca que o setor sempre teve relevância econômica e criativa, mas operava à margem da formalização.
Segundo ele, a ausência de reconhecimento dificultava a organização do mercado e afastava investidores. Com a nova regulamentação, o país passa a criar condições mais favoráveis para transformar talento em desenvolvimento econômico, além de sinalizar maior organização institucional.
A iniciativa reforça o potencial da indústria de games como vetor de crescimento econômico e inovação no Brasil, consolidando o setor como uma das frentes estratégicas da economia criativa. Com informações de assessoria.

