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#Chapada: Idoso internado para cateterismo tem braço necrosado e família denuncia negligência no Hospital da Chapada em Itaberaba

Idoso pode perder o braço após internação e família denuncia descaso no Hospital da Chapada, em Itaberaba | FOTO: Montagem do JC |

Os familiares de Agnelo Ferreira Ramos, de 78 anos, denunciam negligência no Hospital da Chapada, em Itaberaba, após o idoso sofrer complicações que deixaram seu braço direito em estado grave de necrose, correndo risco de amputação. O paciente foi internado no dia 21 de março para a realização de um cateterismo, mas a família afirma que o atendimento foi marcado por descaso e falta de explicações.

Negligência e risco de amputação
Segundo Rosa Alves, filha de Agnelo, o idoso foi transferido de Várzea do Poço para a realização do procedimento cardíaco. Durante a intervenção, ele sofreu um AVC e precisou ser intubado. “Foram fazer o procedimento, mas ele acabou tendo um AVC. Depois me ligaram informando que o cateterismo havia sido realizado, porém meu pai teve outra complicação e permanece assim até hoje”, relata.

Rosa afirma que o braço de Agnelo ficou amarrado de forma inadequada, o que teria contribuído para o estado de necrose. “Antes da mão do meu pai ficar completamente preta, eu mesma consegui puxar a mão dele e folgar o laço, que estava totalmente apertado. Só desamarraram quando viram que o braço estava bem ferido”, diz a filha. Atualmente, o membro apresenta aparência de queimadura, descascando, e os médicos informaram que será necessário amputar.

A filha do idoso denuncia ainda que não recebeu uma explicação clara sobre a situação. Os profissionais de saúde teriam atribuído o estado do braço à má circulação, sem detalhar o que provocou a necrose. Rosa Alves relata estar em desespero diante da situação: “Só falam que não tem remédio, que tem que amputar, mas não explicam nada”.

A situação se torna ainda mais preocupante porque, segundo Rosa, o outro braço, o esquerdo, embora ainda não apresente escurecimento, já demonstra sinais de inchaço. Diante desse quadro, ela teme que a condição também evolua para um estado grave, com risco de comprometimento do membro e até necessidade de amputação.

Agora, os familiares esperam que o hospital providencie a transferência imediata do idoso para outra unidade de saúde, onde possa receber atendimento adequado, e que as autoridades apurem responsabilidades pela situação. “Queremos que meu pai seja tratado com dignidade e que ninguém mais passe pelo que ele está passando”, concluiu Rosa Alves.

Jornal da Chapada

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