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#Chapada: Projeto ‘O Samba da Praça é Nossa’ retoma atividades e amplia visibilidade de artistas locais em Ipirá

Samba na praça reúne gerações, valoriza artistas locais e mantém viva a tradição cultural em Ipirá | FOTO: Montagem do JC |

O projeto ‘O Samba da Praça é Nossa’ retoma as atividades em Ipirá após a pausa da Semana Santa, reafirmando seu papel como um dos principais espaços de valorização da cultura popular no município. A volta acontece nesta sexta-feira (10), a partir das 19h, na Praça Roberto Cintra, em frente à antiga Biblioteca, reunindo novamente sambistas, admiradores e um público diverso.

Realizado semanalmente, o encontro já se consolidou como tradição na cidade, ocupando o espaço público com música, convivência e preservação das raízes afro-brasileiras. A roda de samba atrai pessoas de diferentes idades e contribui para manter viva uma manifestação cultural que atravessa gerações.

A origem do projeto está ligada a encontros simples, mas cheios de significado, protagonizados por um grupo de amigos da terceira idade que costumava se reunir na praça no fim da tarde para conversar e compartilhar histórias. Com o passar do tempo, essas reuniões ganharam um novo sentido, dando espaço à música e ao desejo de resgatar tradições que marcaram gerações no município. Assim, nasceu a roda de samba, inspirada na memória de antigos mestres que animavam festas populares, como as celebrações de Cosme e Damião, mantendo viva a essência cultural que atravessa o tempo.

A iniciativa também reverencia sambadores que marcaram a história cultural da cidade, como Teófilo Preto, Herculano da Viola, Geraldo de Pedro da Lagoa, Jonas do São Roque, Bento, Badinho, Passarinho, Chico Manchinha do Malhador, João Barista e Roque do Garrote, que influenciaram gerações e inspiraram nomes como Raimundo Sodré a levar a cultura de Ipirá para além do município.

Além de preservar tradições, o projeto amplia o acesso gratuito à música e ao lazer, incentiva artistas locais e promove a integração entre moradores. A movimentação também impacta o comércio informal, beneficiando ambulantes e pequenos empreendedores, ao mesmo tempo em que reforça o samba como elemento central da identidade cultural de Ipirá.

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