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#Polícia: Dono da Choquei é preso e caso expõe riscos em contratos milionários com influenciadores

Influenciador presta depoimento à Polícia Federal | FOTO: Reprodução/Instagram de Raphael Sousa-Eliane Barros/g1 |

O influenciador digital Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, que reúne mais de 27 milhões de seguidores no Instagram, enfrenta o momento mais delicado de sua trajetória após ser preso no âmbito da Operação Narco Fluxo. Ele prestou depoimento à Polícia Federal em Goiânia, nesta quarta-feira (15), em uma investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 1,6 bilhão ao longo de dois anos.

Segundo as apurações, a organização criminosa investigada utilizaria setores como a música e o entretenimento digital para movimentar recursos ilícitos. A página Choquei, de acordo com as investigações, teria atuado como instrumento de “mitigação de crises” de imagem de nomes ligados ao caso, como MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, também citados na operação.

A suspeita de que Raphael teria recebido valores elevados para atuar como operador de mídia do grupo acendeu um alerta no mercado de marketing de influência. O episódio evidencia fragilidades em contratos milionários firmados entre marcas e criadores de conteúdo, especialmente quando não há processos rigorosos de verificação de antecedentes e análise de risco.

Especialistas apontam que a prática de avaliar apenas métricas como alcance e engajamento já não é suficiente para embasar investimentos no setor. A adoção de procedimentos mais aprofundados, como o chamado background check, passa a ser vista como essencial para garantir segurança jurídica e preservar a reputação das empresas.

De acordo com Gustavo Sengès, representante da HireRight no Brasil, a evolução desses processos é inevitável diante da complexidade do mercado atual. Ele destaca que análises que envolvem histórico financeiro, comportamento digital e relações comerciais anteriores podem evitar prejuízos e crises de imagem.

O caso também reforça a necessidade de maior transparência por parte dos influenciadores, que, cada vez mais, assumem papel semelhante ao de parceiros comerciais estratégicos. Nesse contexto, aspectos como regularidade fiscal, autenticidade de dados e histórico de atuação passam a ser determinantes para a construção de relações sólidas com marcas.

Com a repercussão nacional da prisão, o episódio amplia o debate sobre responsabilidade no ambiente digital e pressiona empresas a adotarem critérios mais rigorosos antes de firmar parcerias. A situação evidencia que, na economia digital, a imagem pública e a conduta empresarial caminham juntas e podem impactar diretamente negócios e reputações. Com informações de assessoria.

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