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#Cultura: Bienal 2026 encerra com destaque para autores independentes no projeto Vozes da Bahia

Projeto reuniu mais de 200 profissionais | FOTO: Lucas Rosário |

A Bienal do Livro Bahia 2026 foi encerrada na última terça-feira (21) consolidando um movimento marcado pela ampliação do acesso e da participação no cenário literário. O projeto Vozes da Bahia, promovido pelo Governo do Estado, finalizou sua atuação com números expressivos, reunindo mais de 200 profissionais, entre escritores, quadrinistas, coletivos, cordelistas, editoras e mediadores.

Ao longo da programação, mais de cinco mil pessoas circularam pelos espaços ocupados pela iniciativa, incluindo auditório, café literário, estande institucional e área infantil. A proposta garantiu visibilidade a produções oriundas de diferentes territórios baianos dentro do maior evento literário do Nordeste.

Coordenada pela Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), a ação também possibilitou, por meio de edital, a participação direta de autores independentes, que puderam apresentar obras e dialogar com o público em debates e lançamentos.

“Encerramos esta Bienal com a certeza de que cumprimos uma missão histórica. Através do edital Voz da Bahia, não apenas ocupamos um espaço institucional, mas democratizamos o acesso a esse grande palco literário do Nordeste. Ver autores independentes de diversos territórios de identidade lançando suas obras com estrutura de destaque e debatendo diretamente com o público prova que a literatura baiana é potente, diversa e descentralizada. Foram sete dias de importantes entregas, um marco que reafirma o compromisso do nosso governador Jerônimo, de transformar a Bahia em um estado de leitores e de protagonistas da sua própria escrita.”

Durante sete dias, o auditório Vozes da Bahia concentrou parte significativa da programação, com 14 sessões entre debates e palestras, além de apresentações de coletivos, saraus e editoras locais. Os temas abordados passaram por diferentes áreas, conectando produções tradicionais e contemporâneas, da literatura indígena aos desafios da era digital.

Uma das mesas discutiu “Literatura Indígena: Textos, contextos e sarau poético”, reunindo nomes como Juvenal Payayá, Ademario Payayá, Ezequiel Vitor Tuxá, Casé Angatu, Ane Kethleen Pataxó e Adriana Pesca, responsável pela mediação.

A escritora Ane Ketlheen Pataxó ressaltou a importância do espaço: “Estar nesse lugar também é demarcação. Uma mesa muito importante para nós povos indígenas. Agradecemos por esse espaço que nasce para nos dar visibilidade, e dá destaque à escrita indígena, que é uma forma de resistência e luta de nós povos indígenas”.

Além da programação, a iniciativa também se destaca como política pública voltada ao incentivo do setor. Ao reunir autores de diferentes regiões, o projeto fortalece a economia do livro e amplia a valorização da identidade cultural baiana.

O escritor Alex Santana, que participou pela primeira vez do evento, destacou a relevância da ação. “Esse espaço para um escritor independente é extremamente importante, para promover a minha obra e de todos os 820 autores que aqui passaram. Iniciativas como essa devem se repetir não só na Bienal, mas em festas literárias que tem acontecido com regularidade na Bahia. A ideia é visibilizar esses escritores que não estão nas grandes mídias. Desejo vida longa ao Vozes da Bahia”.

A participação do público também reforçou o alcance da iniciativa. A visitante Cris Trindade, de Camaçari, acompanhou a programação com o filho e comentou a importância do incentivo à leitura. “É muito importante esse incentivo à leitura. Foi muito bonito ver tantas crianças tendo acesso a esse universo literário”.

Realizada no Centro de Convenções de Salvador, a Bienal do Livro Bahia 2026 chegou ao fim com saldo positivo de público e ampliando a visibilidade da produção literária independente no estado. Com informações de assessoria.

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