O ex-senador Walter Pinheiro afirmou nesta quinta-feira (7) que a Chapada Diamantina será o ponto de partida de um amplo projeto voltado ao desenvolvimento territorial, sustentabilidade e fortalecimento da agroindústria no interior baiano.
Durante agenda na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Pinheiro apresentou detalhes da iniciativa denominada ‘Avança Chapada’, desenvolvida pelo Senai Cimatec em parceria com municípios, União dos Municípios da Bahia (UPB), setor produtivo e Governo Federal.
Segundo o ex-senador, o projeto segue as diretrizes da política nacional Nova Indústria Brasil e busca integrar formação profissional, produção, logística e inovação tecnológica para impulsionar a economia regional.
“O que levou a esse projeto foi exatamente a ideia de desenvolvimento territorial. Não é apenas indústria. Nós estamos falando de geração de emprego, renda e permanência das pessoas no interior”, afirmou.
Walter Pinheiro destacou que a Chapada Diamantina foi escolhida devido ao potencial já consolidado da produção agrícola regional, associada ao crescimento agroindustrial e ao fortalecimento do cooperativismo.
“Os produtos da Chapada saem com marca, com nome, com valor agregado. Não é exportação de commodity. Tem gente por trás produzindo riqueza local”, declarou.
De acordo com o ex-senador, os primeiros R$ 3 milhões já começaram a ser aplicados na estruturação técnica da proposta. A expectativa é que os investimentos ultrapassem R$ 300 milhões nos próximos anos, principalmente em infraestrutura sustentável e energia limpa.
Entre as ações estratégicas previstas está a implantação do primeiro “corredor verde” da Bahia, utilizando biometano produzido a partir de biomassa, resíduos sólidos urbanos e rejeitos minerais.
“A ideia é que caminhões e máquinas operem com gás natural e biometano, com sustentabilidade. Estamos dialogando com o BNDES e investidores privados para transformar isso em realidade”, explicou.
Pinheiro também ressaltou o crescimento da produção regional de cafés especiais, frutas vermelhas, vinhos e azeites, apontando a expansão da agroindústria como um dos pilares do projeto.
“A Chapada já tem mais de 11 vinícolas, é referência na produção de café, morango, framboesa, mirtilo e agora também azeite. O azeite da Chapada já ganhou prêmio na França e queremos que ele seja produzido integralmente lá, com estrutura própria”, afirmou.
Segundo o ex-senador, a proposta é transformar a região em referência nacional em desenvolvimento sustentável e industrialização do interior ao longo das próximas décadas.
“A Chapada vai receber muito mais que R$ 300 milhões. Queremos fazer dali uma das regiões mais exitosas do Brasil”, concluiu.
Jornal da Chapada

