O rendimento médio mensal das famílias brasileiras alcançou R$ 2.264 por pessoa em 2025, registrando o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), iniciada em 2012. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, o valor representa crescimento real de 6,9% em relação a 2024, já descontada a inflação. Este é o quarto ano consecutivo de alta no rendimento domiciliar per capita no Brasil.
A pesquisa considera todos os rendimentos recebidos pelos integrantes da família, incluindo salários, aposentadorias, pensões, benefícios sociais, bolsas de estudo, seguro-desemprego, aluguel e aplicações financeiras, dividindo o total pelo número de moradores do domicílio.
De acordo com o analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, o crescimento foi impulsionado principalmente pelo rendimento do trabalho. Ele destacou que o país registrou baixos índices de desemprego no ano anterior, além dos reajustes no salário mínimo.
O levantamento também mostra diferenças entre os estados brasileiros. O Distrito Federal lidera o ranking nacional de rendimento domiciliar per capita, com R$ 4.401. Na sequência aparecem São Paulo, com R$ 2.862; Rio Grande do Sul, com R$ 2.772; Santa Catarina, com R$ 2.752; Rio de Janeiro, com R$ 2.732; e Paraná, com R$ 2.687.
Entre os menores rendimentos estão Ceará, com R$ 1.379; Acre, com R$ 1.372; e Maranhão, com R$ 1.231.
Por região, o Sul apresentou o maior rendimento médio mensal por pessoa, com R$ 2.734, seguido do Centro-Oeste, com R$ 2.712, e do Sudeste, com R$ 2.669. Os menores valores foram registrados no Nordeste, com R$ 1.470, e no Norte, com R$ 1.558.
A pesquisa aponta ainda que 75,1% do rendimento das famílias têm origem no trabalho, enquanto 24,9% vêm de outras fontes. Entre elas, aposentadorias e pensões representam a maior parcela, com 16,4%, seguidas por programas sociais, aluguel, arrendamento e pensão alimentícia.
No Nordeste, o percentual de renda proveniente de outras fontes supera a média nacional. Na região, 32,6% do orçamento das famílias vêm de fontes que não são o trabalho, enquanto os programas sociais representam 8,8% da composição da renda — maior índice do país.
A Pnad também revelou que 143 milhões de brasileiros possuíam algum tipo de rendimento em 2025, o equivalente a 67,2% da população, estabelecendo novo recorde histórico. Já o rendimento médio mensal individual do trabalho atingiu R$ 3.560, enquanto a média considerando todas as fontes chegou a R$ 3.367.
Outro dado apresentado pelo levantamento aponta que os 10% mais ricos da população receberam rendimento 13,8 vezes superior ao dos 40% mais pobres. Além disso, 22,7% das famílias brasileiras — cerca de 18 milhões de domicílios — receberam algum benefício social do governo em 2025. Com informações da Agência Brasil.

