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#Vídeo: Ex-vereadora de Salvador, Léo Kret nega prisão após ser mencionada em operação do MP sobre desvio de recursos públicos

Léo Kret se manifesta após ter nome citado em ação executada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas | FOTO: Montagem do JC |

A ex-vereadora de Salvador, Léo Kret (PDT), está sendo citada em investigações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) no âmbito da Operação Sponsor, deflagrada na manhã desta terça-feira (26). O caso apura possíveis irregularidades no uso de recursos públicos destinados ao financiamento de eventos carnavalescos e ações voltadas à comunidade LGBTQIA+ na capital baiana.

Ao contrário do que chegou a ser divulgado por alguns veículos de imprensa ao longo da manhã, a ex-vereadora não foi presa. em vídeo gravado em sua residência, ao lado dos pais, Léo Kret se manifestou e afirmou: “Em primeiro lugar eu não fui presa e em segundo lugar, meu nome foi mencionado em um contrato que eu nem assino. Já acionei meus advogados e no momento oportuno eu vou falar melhor sobre esse assunto”, ressalta.

A ação foi executada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio de outras unidades do MP-BA e da Polícia Militar. Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, uma associação e endereços ligados a investigados, incluindo imóveis em diferentes bairros de Salvador e também na Região Metropolitana.

Segundo o MP-BA, a apuração envolve suspeitas de peculato, fraudes em processos de contratação e possível desvio de verbas públicas que somariam mais de R$ 1,1 milhão. Parte desses recursos teria sido direcionada a uma associação investigada, que, de acordo com os promotores, deveria viabilizar eventos em diversos bairros da cidade e apoiar blocos carnavalescos, além de iniciativas como a ‘Caminhada da Diversidade LGBTQIA+’.

O impacto em torno da citação do nome de Léo Kret nas investigações gerou controvérsia justamente porque a ex-vereadora foi a primeira mulher transexual eleita para a Câmara Municipal de Salvador, em 2008, com 12.860 votos, e construiu uma trajetória pública marcada pela atuação em defesa dos direitos da população LGBTQIA+.

Ainda de acordo com o MP-BA, a investigação segue em andamento e ainda não há denúncia formal apresentada contra todos os citados. O órgão ressalta que os fatos apurados serão analisados ao longo do processo, que pode resultar em novas diligências ou desdobramentos conforme o avanço das investigações.

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