Insatisfeitos com descontos salariais, denúncias de sobrecarga de trabalho e supostas irregularidades nas condições de serviço, trabalhadores da área de higienização do Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC) realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (1º) em frente à unidade de saúde.
Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver os funcionários reunidos com cartazes e palavras de ordem, cobrando providências das empresas terceirizadas G8, Alfa e da direção do hospital.
Segundo os manifestantes, as empresas estariam promovendo descontos referentes a cerca de 120 plantões, além de manter trabalhadores de dois setores diferentes submetidos à escala 12×36 em situações apontadas como desvio de função.
Os funcionários também denunciaram sobrecarga de trabalho, alegando que equipes reduzidas acabam assumindo demandas extras e acumulando atividades além das originalmente previstas. Durante o ato, os profissionais afirmaram que, caso não haja uma resposta concreta às reivindicações apresentadas, uma paralisação geral poderá ser deflagrada na unidade hospitalar.
A coordenadora-geral do SindilimpBA, Ana Angélica Rabello, afirmou que a entidade acompanha o caso de perto e cobra uma solução imediata para os problemas relatados pelos maqueiros e todo o pessoal de manutenção.
“Estamos atentos a todas as denúncias e não vamos aceitar qualquer prática que represente retirada de direitos, descontos indevidos ou precarização das condições de trabalho. Esses profissionais desempenham um papel essencial para o funcionamento do hospital e merecem respeito, valorização e condições adequadas para exercer suas funções”, destaca.
O ex-vereador de Salvador e pré-candidato a deputado federal Luiz Carlos Suíca (PT), sindicalista conhecido pela atuação em defesa dos trabalhadores da limpeza urbana e asseio e conservação, também se manifestou sobre a situação pedindo manifestação da direção do hospital.
“Cadê a direção do hospital que não resolve isso? Os trabalhadores da higienização são fundamentais para o funcionamento de qualquer unidade de saúde e não podem ser tratados com descaso. Eles estão recebendo o FGTS direito, como são as férias e os planos de saúde estão em dia? É preciso apurar essas denúncias, garantir o respeito aos direitos da categoria e buscar uma solução por meio do diálogo. Nenhum profissional deve sofrer com sobrecarga, desvio de função ou descontos que considera injustos”, afirma o petista.

