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#Chapada: São João de Mucugê aposta na tradição do forró com shows de Gatinha Manhosa, Mariana Aydar, Tio Barnabé e muito mais

Gatinha Manhosa, Mariana Aydar, Tio Barnabé são atrações confirmadas no São João de Mucugê | FOTO: Montagem do JC |

As primeiras atrações do São João de Mucugê 2026 foram divulgadas e já indicam uma programação fortemente marcada pelo forró e pela valorização das tradições nordestinas. O evento, que será realizado nos dias 20 e 21 de junho, na Praça dos Garimpeiros, apostará em nomes consagrados do gênero e em artistas regionais, reforçando a identidade cultural que faz dos festejos juninos um dos períodos mais aguardados do calendário da Chapada Diamantina.

Entre os nomes já anunciados estão Gatinha Manhosa, Mariana Aydar, Raimundinho, Marquinhos Café, Xamego da Tay, Gel Barbosa, Bete Nascimento, Jobim Araújo, Renan Mendes, Bruninho do Acordeon, Raquel Lessa, Tio Barnabé, Amantes do Forró, Jo Miranda, Deusa do Forró, Chega Mais, Robertinha e Marcos Levy. A proposta é manter o protagonismo do forró em suas diferentes vertentes, do tradicional pé de serra aos estilos mais contemporâneos, preservando uma das principais marcas dos festejos juninos da região.

Neste ano, a celebração também terá como tema a união entre a cultura junina e a paixão nacional pelo futebol, trazendo referências à Copa do Mundo em sua identidade visual e programação. Novos artistas serão confirmados nos próximos dias, ampliando ainda mais a grade de atrações e fortalecendo a expectativa em torno da festa.

Mesmo antes do início oficial do evento, o município já começa a registrar aumento na procura por hospedagens e informações turísticas. A expectativa é de crescimento no fluxo de visitantes ao longo das próximas semanas, movimentando hotéis, pousadas, restaurantes, bares, mercados e o comércio em geral, que tradicionalmente se beneficia da intensa circulação de turistas durante o período junino.

Cemitério Bizantino de Mucugê é um ponto turístico procurado na região | FOTO: Diário de Salvador |

Entre o forró e os encantos de Mucugê
Mais do que um destino de festas, Mucugê reúne alguns dos atrativos turísticos mais conhecidos da Chapada Diamantina. Um dos principais cartões-postais da cidade é o Cemitério Bizantino, oficialmente denominado Cemitério Santa Isabel. Construído entre 1855 e 1886, o local chama atenção pela arquitetura singular dos mausoléus brancos em estilo neogótico, que lembram pequenas igrejas e se destacam aos pés da Serra do Sincorá.

A origem do cemitério está ligada a um período de epidemias de cólera e varíola que atingiu a região durante o século XIX. Com o passar do tempo, o espaço se transformou em um dos monumentos históricos mais visitados da Bahia, atraindo turistas, pesquisadores e admiradores da arquitetura por sua beleza e características únicas.

As águas cristalinas de tonalidade escura estão entre os principais diferenciais da Cachoeira do Tiburtino | FOTO: Montagem do JC |

Outro destino bastante procurado é a Cachoeira do Tiburtino, localizada no Parque Natural Municipal de Mucugê. Com águas escuras e cristalinas, o local oferece um amplo poço para banho e uma trilha considerada de fácil acesso, permitindo que visitantes de diferentes idades desfrutem da experiência em meio à natureza preservada da Chapada Diamantina.

A cachoeira integra um conjunto de atrativos ecológicos que ajudam a consolidar Mucugê como referência em turismo de aventura e ecoturismo. Durante os períodos de maior movimento, especialmente em datas festivas, o local costuma receber visitantes de diversas partes do estado e do país.

As construções coloniais preservam características marcantes do período áureo do garimpo em Mucugê | FOTO: Reprodução/ Portal Gov |

O Centro Histórico de Mucugê também figura entre os principais pontos de interesse turístico. Suas ruas de pedra e o conjunto arquitetônico preservado transportam moradores e visitantes para os tempos áureos do ciclo do diamante. As construções coloniais mantêm características originais e ajudam a contar a história de uma cidade que chegou a reunir milhares de pessoas durante o auge do garimpo.

Caminhar pelo centro é percorrer capítulos importantes da formação da Chapada Diamantina. Casas, casarões e estabelecimentos comerciais preservam a identidade arquitetônica local, tornando a área urbana um verdadeiro patrimônio histórico a céu aberto e um dos cenários mais visitados da região.

Jornal da Chapada

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