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#Chapada: Série documental ‘Casa de Memória’ estreia resgatando relatos, saberes populares e a identidade cultural da região chapadeira

A série ambientada na Chapada Diamantina foi lançada pela fotógrafa e documentarista Géssica Correia | FOTO: Montagem do JC |

Histórias de vida, saberes populares e memórias que ajudam a contar a identidade da Chapada Diamantina ganham espaço no projeto audiovisual ‘Casa de Memória’, lançado pela fotógrafa e documentarista Géssica Correia. A série documental estreou no dia 19 de junho, data em que se celebra o Dia do Cinema Brasileiro, com a proposta de registrar relatos, preservar a oralidade e valorizar personagens que fazem parte da construção cultural da região.

O primeiro episódio tem como protagonista Dona Lourdes, personagem que conduz o público por uma viagem através das lembranças, costumes e experiências acumuladas ao longo de décadas. Entre relatos marcados pela simplicidade e pela sabedoria popular, ela compartilha histórias que ajudam a compreender transformações sociais, modos de vida e tradições que permanecem vivas na memória dos moradores da Chapada Diamantina.

A narrativa também resgata memórias ligadas ao garimpo, atividade que marcou profundamente a história econômica e cultural da região. Mãe de garimpeiro e conhecedora das histórias que cercam essa atividade, Dona Lourdes relembra episódios relacionados à descoberta de diamantes e aos desafios enfrentados por famílias que viveram diretamente os ciclos da mineração. Entre os relatos está a lembrança da repercussão provocada pela descoberta de um diamante de três gramas, fato que se tornou parte da memória coletiva local.

Mais do que registrar histórias individuais, o projeto busca preservar conhecimentos transmitidos entre gerações, valorizando pessoas que carregam em suas lembranças capítulos importantes da formação cultural da Chapada Diamantina. A proposta parte da compreensão de que a memória não está presente apenas em fotografias, documentos ou objetos antigos, mas também nas narrativas, nos costumes e nas experiências guardadas por quem viveu a construção da história regional.

Segundo a idealizadora: “Toda casa guarda histórias em retratos, paredes e objetos que atravessam o tempo. Da mesma forma, as pessoas também se tornam guardiãs de memórias, carregando lembranças, ensinamentos e vivências que ajudam a definir a identidade de uma comunidade. É justamente a partir dessa reflexão que nasce o projeto, abrindo espaço para ouvir causos, registrar trajetórias e preservar histórias que poderiam se perder com o passar dos anos”, ressalta.

Natural da Chapada Diamantina, Géssica Correia desenvolve trabalhos voltados à fotografia documental e artística, unindo cultura, território e identidade em suas produções. Por meio da fotografia e do audiovisual, a documentarista busca retratar pessoas, paisagens e modos de vida que ajudam a contar a história da região. Com o ‘Casa de Memória’, ela amplia esse compromisso ao criar um acervo de relatos e experiências que contribuem para manter vivas as raízes, os saberes e a memória do povo chapadeiro.

Jornal da Chapada

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