A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º) que ainda é prematuro discutir um corte no preço da gasolina, apesar da recente queda nas cotações internacionais do petróleo, influenciada pela perspectiva de fim da guerra no Irã. Segundo ela, a política de preços da estatal seguirá a tendência do mercado global, mas sem repasses diários de volatilidade ao consumidor.
“Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência dos preços internacionais sem internacionalizar a volatilidade, sem internacionalizar a ansiedade”, afirmou. Magda destacou ainda que mudanças constantes de preços, como as observadas em períodos anteriores, tiveram efeitos negativos sobre a companhia.
De acordo com a presidente da companhia, a dinâmica adotada em 2018 gerou instabilidade no mercado e perda de participação da Petrobras. “O que nós estamos fazendo agora é olhar tudo isso com muita calma, com muito profissionalismo”, disse. “É cedo para reduzir preço da gasolina”, acrescentou ela.
Em outra frente, a estatal reduziu nesta terça-feira (30) o preço do diesel em R$ 0,35 por litro vendido às distribuidoras, após a suspensão de um desconto temporário concedido no âmbito de subvenções governamentais.
Em coletiva, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo não pretende usar mecanismos de subvenção para manter artificialmente os preços dos combustíveis. Segundo ele, a estratégia é apenas amortecer choques temporários provocados pela alta do petróleo.
A redução recente no diesel não encerra o ciclo de ajustes, já que os preços ainda permanecem acima dos níveis anteriores à guerra. A retirada das subvenções deverá ocorrer de forma gradual, conforme a estabilização do mercado internacional.
Durigan também afirmou que o governo pode anunciar nos próximos dias uma retirada parcial ou gradual da subvenção à gasolina, dependendo do comportamento dos preços e dos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

