O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 2.295, segundo o balanço oficial divulgado pelo governo nesta quarta-feira (1º), uma semana depois dos tremores devastadores, em 24 de junho.
Ao todo, 11.267 pessoas ficaram feridas, enquanto 12.841 foram afetadas, segundo Jorge Rodríguez Gómez, presidente da Assembleia Nacional.
Até o momento, 81.589 famílias foram atendidas pelo governo venezuelano. Na área da saúde, 4.565 pessoas permanecem hospitalizadas, enquanto mais de 13 mil pacientes já receberam alta médica.
As autoridades informaram ainda que foram registradas 782 réplicas desde o duplo terremoto, de magnitudes 7,5 e 7,7, que atingiram o norte da Venezuela.
Durante a atualização do balanço, o governo afirmou que a possibilidade de ocorrer uma réplica de maior intensidade diminuiu, mas ressaltou que o risco não foi completamente descartado.
Na sexta-feira (26), o chefe do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da Organização das Nações Unidas (ONU), Tom Fletcher, disse estimar que 50 mil pessoas ainda estavam desaparecidas.
As operações de busca, resgate e assistência às vítimas continuam nas regiões afetadas, enquanto equipes trabalham no atendimento aos desabrigados.
Segundo as autoridades, novos acampamentos temporários estão sendo abertos para ampliar o acolhimento das vítimas, sendo que 13 grandes acampamentos estão ativos em La Guaira, o estado mais afetado e classificado pela autoridades como “zona de desastre”.
Rodríguez informou ainda que milhares de socorristas nacionais e internacionais seguem mobilizados nas operações de busca. A Venezuela recebeu ajuda humanitária de 45 delegações, com envio de equipes especializadas, cães farejadores, medicamentos e toneladas de suprimentos.
Ele também negou que o governo esteja impedindo a chegada de ajuda internacional e disse que, nas redes sociais, a presidente interina Delcy Rodríguez tem agradecido a cada nação pelo envio de mantimentos.

