Ícone do site Jornal da Chapada

#Copa2026: Argentina vira contra a Inglaterra no final e volta a disputar o título mundial pela segunda vez consecutiva

Inglaterra abriu mão de jogar futebol e foi eliminada pela Argentina | FOTO: Montagem do JC |

Já sabemos qual será a final da Copa do Mundo 2026: a Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal, de virada, e carimbou o passaporte para enfrentar a Espanha em 19 de julho, em Nova York/Nova Jersey, com a chance de conquistar o tão sonhado bicampeonato consecutivo (e o quarto título de sua história).

Dois gols nos últimos nove minutos de jogo definiram a “remontada” argentina, ambos com assistências de Lionel Messi. Os espanhóis garantiram a vaga na final no dia anterior com uma vitória sobre a França por 2 a 0. Agora, os franceses enfrentarão justamente a Inglaterra na Decisão do Bronze, em Miami, no dia 18.

“É só uma partida de futebol”, alertou o técnico Lionel Scaloni, ao longo dos últimos dias, tentando conter a animosidade para o confronto. Porém, como esperado para uma semifinal de Copa do Mundo com rivalidade histórica, o jogo foi cercado por tensão desde o início, com marcações intensas e discussões entre os jogadores – além do grande barulho e da bonita festa que as duas torcidas compartilhavam no estádio de Atlanta, é claro.

Scaloni estava certo ao dizer que essa seria uma partida de futebol, mas o primeiro tempo foi de futebol truncado. A primeira chance de gol finalmente ocorreu aos 32 minutos, após uma falta cometida por Enzo Fernández sobre Jude Bellingham: Declan Rice levantou a bola para a área, e John Stones cabeceou para fora.

Enquanto isso, Thomas Tuchel tentava colocar em prática seu plano de armar a Inglaterra para uma “tradicional marcação homem a homem” contra Lionel Messi. Como tem sido comum nesta Copa do Mundo, dentre os titulares da Argentina no primeiro tempo, o camisa 10 só percorreu uma distância menor que a do goleiro Emiliano Martínez – ainda assim, Messi é Messi, o maior artilheiro da história do torneio e capaz de encontrar espaços inimagináveis.

Aos 36 minutos, por exemplo, Messi passou por Harry Kane, Anthony Gordon e Djed Spence antes de sofrer a falta de Elliot Anderson. Pouco depois da cobrança, Enzo arriscou um chute de longe e tirou tinta do travessão.

O segundo tempo contrariou totalmente o estilo do primeiro. Embora a animosidade e a tensão ainda estivessem ali, o futebol truncado deu lugar a boas jogadas. Começando por uma oportunidade argentina, com finalização de Julián Álvarez para defesa de Jordan Pickford. Mas foi do outro lado do campo que o gol finalmente saiu.

Na marca dos 10 minutos, em um lance que começou com um tiro de meta curto de Pickford, Harry Kane deu um lançamento longo promissor a partir do campo de defesa – o goleador fazendo a função de armador. Nicolás Tagliafico tentou afastar, mas a bola sobrou para Declan Rice, que tocou para Morgan Rogers. O inglês fez um cruzamento perfeito para Gordon, que surgiu na pequena área para marcar com um toque de direita.

Naturalmente, a Argentina tentou usar o gol da Inglaterra como combustível e motivação para atacar pouco depois do reinício do jogo, e o lançamento de Enzo para Giuliano Simeone levou perigo à defesa europeia; porém, Spence aplicou um carrinho perfeito, na bola, para afastar o risco.

No entanto, foram outros os lances que fizeram o lado albiceleste do estádio se levantar e lamentar como nunca: primeiro, aos 24 minutos, Nico González cabeceou para uma grande defesa de Pickford; depois, aos 31, Mac Allister tocou de cabeça na área – depois de ótimo cruzamento de De Paul – e carimbou a trave direita.

Talvez na tentativa de encontrar o cabeceador Otamendi, que é famoso por gols salvadores na carreira, ou por imposição de uma Inglaterra que se fechou muito depois de abrir o placar, a Argentina passou a ter a bola aérea como principal recurso. Em lances consecutivos, Mac Allister e González (sim, eles de novo) voltaram a cabecear com perigo, mas não conseguiram balançar a rede. E a tensão crescia.

Quando entenderam que o empate não sairia pelo alto, os sul-americanos enfim igualaram o placar com um chute impecável de Enzo Fernández aos 40 minutos, aproveitando a assistência de Messi e, acima de tudo, o grande espaço deixado pelos ingleses na marcação na entrada da área.

A pressão argentina continuou nos lances seguintes, e estava claro que os comandados de Lionel Scaloni não se contentariam com a ideia de jogar mais uma prorrogação nesta Copa do Mundo. Foram duas grandes chances seguidas: primeiro, a finalização de Mac Allister beijou a trave; depois, Lautaro Martínez cabeceou para o fundo da rede e para a história, colocando a Argentina na final pela segunda vez consecutiva e em busca do tetra.

Você sabia?
1. Esse foi o sexto confronto de Copa do Mundo da FIFA™ entre as duas equipes. Contando esta partida, cada uma das equipes venceu três vezes.

2. As seleções entraram em campo em situações diferentes: a Argentina é a atual campeã de 2022 e quer ser tetra (ou bi de forma consecutiva), enquanto a Inglaterra buscava chegar à final pela primeira vez desde 1966 – o ano do único título foi também o único em que a equipe inglesa disputou a decisão.

3. A Argentina nunca perdeu uma semifinal de Copa do Mundo.

4. Aos 39 anos e 21 dias, Lionel Messi se consolidou como o jogador de linha mais velho a disputar uma semifinal de Copa do Mundo.

5. Messi enfrentou a Inglaterra pela primeira vez na carreira. Até hoje, em todos os jogos oficiais pela seleção, ele fez 125 gols em 45 nações diferentes, mas não marcou contra os ingleses.

6. O goleiro argentino Emiliano Martínez passou a maior parte de sua trajetória profissional na Inglaterra: Arsenal, Oxford United, Sheffield Wednesday, Rotherham United, Wolverhampton Wanderers, Reading e Aston Villa.

7. A Inglaterra perdeu apenas dois de seus últimos 12 jogos na Copa do Mundo (oito vitórias, dois empates, duas derrotas).

8. Os ingleses bateram seu recorde de gols em uma única edição: foram 14 no Mundial de 2026. Seis desses gols foram de Harry Kane, e outros seis foram de Jude Bellingham – Marcus Rashford e Anthony Gordon foram os outros jogadores a marcarem (um para cada) apenas uma vez.

9. Jude Bellingham está igualado a Pelé em número de gols na Copa do Mundo antes dos 24 anos: sete para cada. O único acima deles nesse critério é Kylian Mbappé, que fez 12 gols antes dos 24 anos.

10. Harry Kane superou Wayne Rooney nesse jogo e se tornou o jogador que mais vezes vestiu a camisa da Inglaterra em partidas oficiais (121 jogos, contra 120 de Rooney e 115 de David Beckham).

Sair da versão mobile