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#Eleições2026: Com 40 policiais baleados, governo Jerônimo investe apenas 0,7% do orçamento previsto para ações de saúde física e mental dos agentes

A marca foi alcançada após dois policiais militares serem atingidos durante uma ação no bairro de Salvador | FOTO: Divulgação |

Salvador e a Região Metropolitana já registraram 40 agentes de segurança baleados nos primeiros sete meses de 2026, segundo dados do instituto Fogo Cruzado. Enquanto 11 deles morreram e outros 29 ficaram feridos, o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) executou apenas R$ 150 mil dos R$ 21 milhões previstos para programas de prevenção à vitimização e de promoção da saúde física e mental dos profissionais da segurança pública.

A marca foi alcançada após dois policiais militares serem atingidos durante uma ação no bairro de Santa Cruz, no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, no último final de semana.

Quatro homens foram baleados durante a ocorrência na Rua Nova República, entre eles os dois policiais. Dois suspeitos não resistiram aos ferimentos. Um dos agentes foi atingido no abdômen e encaminhado em estado grave para uma unidade hospitalar, enquanto o outro foi baleado no braço.

Já os dados sobre os investimentos estão presentes no relatório institucional de desempenho do Plano Plurianual Participativo (PPA) 2024-2027, produzido pelo próprio governo da Bahia. Conforme o documento, apesar da previsão de R$ 21 milhões para ações de prevenção à vitimização e cuidados com a saúde dos integrantes do Sistema Estadual de Segurança Pública, somente R$ 150 mil foram aplicados em 2025.

A execução corresponde a aproximadamente 0,7% do orçamento inicialmente reservado. O relatório também aponta baixa aplicação de recursos destinados à renovação da frota e à aquisição de armamentos. Dos R$ 340 milhões previstos para ampliação e renovação das viaturas policiais, foram executados R$ 92,4 milhões, um déficit de quase R$ 250 milhões.

Na compra de armamentos, o orçamento previsto era de R$ 33,7 milhões, mas os gastos chegaram a R$ 13,3 milhões, deixando de ser executados R$ 20,4 milhões. Como justificativa, o governo estadual atribuiu o resultado ao atraso de repasses federais.

Segundo o documento, os processos licitatórios foram prejudicados “devido ao atraso dos repasses de 2025 oriundos do Fundo Nacional de Segurança Pública que financiam esta ação orçamentária”. O impasse envolve duas gestões comandadas pelo PT: a de Jerônimo Rodrigues, na Bahia, e a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no governo federal.

Além da baixa execução orçamentária, a Polícia Militar da Bahia enfrenta déficit de efetivo. Dados do Portal da Transparência indicam que o estado possui cerca de 32 mil policiais militares na ativa, quase 13 mil a menos que os 44,7 mil cargos previstos na Lei nº 14.567/2023, sancionada pelo próprio governador.

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