João Paulo Ferreira de Lima, de 34 anos, foi encontrado morto na última quarta-feira (29) depois de oito dias de se jogar de um ônibus em movimento na BR-242. Conforme informações dos sites Bahia Notícias e Achei Sudoeste, o corpo estava em uma área de mata fechada na Serra da Mangabeira, entre os municípios de Seabra e Oliveira dos Brejinhos, na Chapada Diamantina.
O último contato do homem com os familiares ocorreu na noite do dia 21 de julho, por volta das 20h. João teria contado aos familiares por telefone que chegaria a Salgueiro, em Pernambuco, no dia seguinte. Ele viajava em um ônibus da Viação Catedral que partiu de São Paulo.
De acordo com relatos de passageiros, João Paulo apresentou sinais de surto psicológico, quebrou o vidro lateral e saltou com o veículo ainda em movimento. O homem teria caído em uma região de mata de relevo acidentado nas proximidades de Brotas de Macaúbas, município da Chapada. O cadáver foi localizado e retirado de um ponto de difícil acesso na serra.
Familiares indignados
Nas publicações dos sites Bahia Notícias e Achei Sudoeste, a família de João Paulo nega a tese de que ele sofria de transtornos mentais. “Os parentes criticaram duramente a demora na comunicação do desaparecimento às autoridades e relataram dificuldades para reaver os pertences e malas retidos no ônibus”, relatam.
Por sua vez, a Viação Catedral emitiu nota oficial rechaçando qualquer omissão. A empresa declarou que o motorista seguiu os protocolos ao se dirigir imediatamente a um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) logo após o salto do passageiro, mas alega que a equipe de plantão da PRF teria se recusado a registrar a ocorrência ou iniciar as buscas de imediato. A empresa ainda afirmou que tentou contatar a mãe da vítima utilizando o número fornecido pelas autoridades policiais, mas não obteve resposta.
O corpo de João Paulo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exames periciais. A Polícia Civil da Bahia assumiu as investigações e aguarda o laudo necroquímico para determinar se a causa da morte decorreu do impacto direto da queda do veículo ou dos efeitos severos de desidratação e fome durante os oito dias em que ficou perdido na caatinga da Serra da Mangabeira. Com informações do Bahia Notícias e do Achei Sudoeste.

