A dança chega a Irecê nesta quarta-feira (12) como uma experiência que vai além do palco. O município recebe o Coletivo Trippé, que apresenta o espetáculo infantil Debaixo D’Água, às 15h, no Teatro da Praça CEU, dentro da programação do Quarta Que Dança 2026. A sessão é gratuita e contará com mediação cultural para estudantes da rede pública.
Esta será a segunda parada da circulação do grupo pela Bahia, após a apresentação realizada em Sobradinho. Em Irecê, a montagem pretende aproximar crianças e jovens da dança por meio de uma narrativa lúdica que aborda a preservação da água e os cuidados com o meio ambiente. “Será a nossa primeira vez em Irecê. É sempre bom poder levar nossa dança para outras cidades e conhecer novos públicos, principalmente quando são crianças”, afirma a bailarina Mary Ane Nascimento.
Espetáculo utiliza reciclagem para falar sobre preservação ambiental
Em Debaixo D’Água, quatro bailarinos utilizam objetos recicláveis em uma coreografia que mistura brincadeira, movimento e imaginação. A montagem transforma materiais que poderiam ser descartados em elementos da cena, criando uma abordagem acessível para conversar com o público infantil sobre o reaproveitamento e a importância de preservar os recursos naturais.
Estreado em 2018, o espetáculo já foi apresentado mais de 80 vezes em temporadas e festivais realizados em diferentes estados brasileiros. A trajetória da obra reforça o potencial da dança como ferramenta de sensibilização e formação, especialmente quando a arte se aproxima de temas presentes no cotidiano das crianças.
Além do espetáculo, Irecê também recebe a oficina ‘Corpo e Ludicidade – criando dança para crianças’, ministrada pelo bailarino e diretor Adriano Alves. A atividade será realizada das 18h às 21h, também na Praça CEU, e é destinada a artistas a partir dos 16 anos. A participação é gratuita, com inscrições por ordem de chegada.
Circuito amplia acesso à cultura no interior da Bahia
A chegada do projeto a Irecê também representa um movimento de descentralização das atividades culturais, levando a dança para diferentes municípios baianos e aproximando artistas de novos públicos. Para a região da Chapada Diamantina e seu entorno, a circulação contribui para ampliar o acesso às artes cênicas, estimular a formação de público e fortalecer a produção cultural fora dos grandes centros.
A circulação seguirá pela Bahia com apresentações em Feira de Santana, no dia 19, e Salvador, no dia 26. A iniciativa integra ainda as comemorações pelos 15 anos do Coletivo Trippé, que atua desde 2011 no Sertão do São Francisco. “Estamos comemorando os 15 anos do coletivo com mais uma participação nesse projeto tão importante para a cena da dança baiana. O Quarta Que Dança mostra a potência do movimento e reafirma a necessidade de programação gratuita para o povo”, destaca Adriano Alves.
Mais informações sobre as próximas apresentações, oficinas, atividades e novidades do Coletivo Trippé podem ser acompanhadas pelas redes sociais do grupo, por meio do Facebook do Coletivo Trippé e do Instagram do coletivo.
Jornal da Chapada

