O forte terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia na segunda-feira (10) já deixou ao menos 224 mortos e mais de 500 feridos, tornando-se o sismo mais potente registrado no país no século 21. O epicentro ocorreu no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, a uma profundidade de aproximadamente 103 a 107 quilômetros.
Essa profundidade intermediária fez com que o abalo fosse sentido em uma área geográfica muito extensa, com reflexos no Equador, Panamá, Venezuela e até em Manaus, no Brasil. O presidente colombiano declarou estado de desastre nacional.
A profundidadendo do abalo ocorreu a cerca de 110 quilômetros abaixo da superfície. Especialistas indicam que, por ter sido profundo, o impacto destrutivo foi menor do que se tivesse sido raso.
A movimentação profunda da Placa de Nazca sob a Placa Sul-Americana teria causado o tremor. Também há réplicas dos abalos. O Serviço Geológico Colombiano já registrou dezenas de tremores secundários, sendo o mais forte deles com magnitude 4,8.
A situação é grave na Colômbia. Até desabamentos de prédios foram registrados em Cali (onde foi decretado toque de recolher à noite), Pereira e Manizales. Em Bogotá, houve registro de rachaduras superficiais. Mais de 1.575 moradias foram danificadas, 86 edifícios desabaram e dezenas de centros educacionais e de saúde sofreram avarias.
Os sete terminais aéreos suspenderam operações por segurança, incluindo os aeroportos de Pereira e Manizales. O país entrou em monitoramento após o vulcão Puracé expelir cinzas e gases logo após o tremor. Não há risco de tsunami no Pacífico.
Tremor sentido em Manaus
O tremor foi tão forte que chegou a ser sentido em Manaus (AM), onde prédios no centro da cidade precisaram ser esvaziados por precaução.
O governo brasileiro e o presidente Lula manifestaram solidariedade e colocaram o país à disposição para prestar apoio. Países como os Estados Unidos (que anunciaram R$ 79 milhões em ajuda emergencial), México, Chile e Equador também mobilizaram suporte.

