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#Salvador: Mais de 6 mil crianças aguardam vagas na rede municipal de ensino da capital baiana

Salvador tem mais de 6 mil crianças aguardando vagas na rede municipal | FOTO: Divulgação |

Em Salvador, uma fila que afeta a vida de milhares de famílias não para de crescer. Documento oficial da própria prefeitura de Salvador confirma que a capital baiana possui atualmente 6.096 crianças aguardando por vagas em creches e escolas de educação infantil da rede municipal. Os dados são do Sistema de Matrículas da Secretaria Municipal de Educação (Smed), atualizados até 12 de agosto.

O retrato é ainda mais grave do que a fila por unidade sugere. Das 6.096 crianças em espera, 4.502 aguardam sem sequer ter uma escola ou creche de referência definida pela prefeitura. Quase 75% da fila é formada por crianças que a rede municipal simplesmente não sabe onde colocar.

O drama das famílias que não conseguem matricular suas crianças se repete em diferentes bairros de Salvador. Em Barragem de Ipitanga, a Escola Municipal Coração de Maria acumula 87 crianças na fila de espera. Em Cassange, são 69 crianças aguardando vaga na Creche e Pré-Escola Primeiro Passo, sendo 53 apenas no Grupo 2, que atende crianças de 2 anos. A situação se repete em Águas Claras (83), Bonfim (64), Plataforma (60), Engenho Velho de Brotas (56) e Nova Brasília (55), entre outros bairros.

A fila de milhares de crianças sem matrícula em escolas e creches de Salvador expõe a crise da educação no município governado pelo grupo de ACM Neto. A espera aumenta mesmo com o programa Pé na Escola, lançado na gestão do ex-prefeito e ampliado por Bruno Reis.

O programa, que direciona alunos da rede municipal para escolas privadas, está sob investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e do Ministério Público Federal (MPF) por suspeitas de superfaturamento e possível processo de privatização da educação municipal.

Denúncias recebidas pela Promotoria indicam ainda que o fechamento da Escola Municipal Paulo Mendes de Aguiar aconteceu após crianças da região serem direcionadas para escolas particulares enquanto unidades da rede pública são desativadas.

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