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#Eleições2026: Prefeitura de Salvador deixa lixo na porta da nova emergência do Estado no Curuzu, denuncia secretária de Jerônimo

Entulho acumulado em frente à nova UE Mãe Hilda de Jitolu, com inauguração prevista para este mês | FOTO: Montagem do JC |

A calçada da nova Unidade de Emergência Mãe Hilda de Jitolu, no bairro do Curuzu, em Salvador, amanheceu tomada por lixo e entulho nesta semana. A unidade, reformada e ampliada pelo Governo do Estado, tem inauguração prevista para este mês e passará a funcionar em um prédio com o dobro da capacidade atual, de 12 para 24 leitos. A limpeza urbana da cidade é atribuição da Prefeitura de Salvador, que foi notificada.

“Estamos a poucos dias de entregar a unidade e encontramos a calçada coberta de lixo. Isso não é apenas uma questão estética. Lixo acumulado na porta de um serviço de urgência atrai ratos e mosquitos e coloca em risco pacientes que já chegam fragilizados, entre eles crianças e idosos. Notificamos a Prefeitura”, afirma a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana.

O Estado investiu R$ 8,7 milhões nas obras de reforma e ampliação do prédio, além de R$ 1,2 milhão em equipamentos, mobiliário e rede de dados. A nova estrutura amplia de três para seis os consultórios médicos, separa os fluxos de emergência adulta e pediátrica, cria uma sala de redução de fraturas e implanta serviços de ultrassonografia, eletrocardiografia e raio-x. A unidade funciona 24 horas, com atendimento 100% SUS, e somente em 2026 atendeu cerca de 40 mil pessoas até este mês.

“O Governo do Estado investiu quase R$ 10 milhões para transformar uma antiga escola em uma unidade moderna. É um compromisso com a população de um dos bairros mais tradicionais de Salvador. O mínimo que se espera é que o entorno receba o mesmo cuidado”, diz Roberta Santana.

De um lado, o Estado entrega uma obra que dobra a capacidade de atendimento de um bairro popular. Do outro, a Prefeitura não cumpre a obrigação mais elementar de um município, que é recolher o lixo. O problema no Curuzu se repete em outros bairros de Salvador, onde moradores relatam que a coleta, comandada pelo grupo político do ex-prefeito ACM Neto, deixou de ser feita com regularidade.

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