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#Chapada: Maca Reggae Samba e atrações internacionais reforçam programação da terceira edição do Festival do Vale do Capão

Festival de Reggae do Vale do Capão terá shows, oficinas e atividades culturais | FOTO: Montagem do JC |

O reggae vai voltar a tomar conta do Vale do Capão com uma programação que mistura música, natureza e diferentes expressões culturais. A terceira edição do Festival de Reggae do Vale do Capão – Nós Somos o Mundo acontece de 9 a 11 de outubro, na Chapada Diamantina, reunindo atrações da Bahia e convidados internacionais em três dias de atividades gratuitas.

Depois das edições realizadas em 2015 e 2016, o festival retorna em 2026 com uma programação ampliada e mantém a proposta de aproximar artistas, moradores e visitantes. Realizado no distrito de Caeté-Açu, em Palmeiras, o evento nasceu de uma articulação comunitária e volta ao calendário cultural da região com shows, oficinas, dança, circo e outras atividades.

Maca Reggae Samba vai unir sonoridades baianas e reggae jamaicano durante o festival | FOTO: Reprodução |

Reggae baiano encontra sonoridades internacionais
Um dos principais destaques será a apresentação da Maca Reggae Samba, projeto criado pelo músico baiano Victor Souza, radicado nos Estados Unidos. O grupo terá como convidados o pianista jamaicano-americano Jaime Hinckson, vencedor de dois prêmios Grammy, e a cantora e compositora norte-americana Sailor Jane, em um encontro que aproxima o reggae de elementos do samba baiano, soul e ritmos tropicais.

A grade também reúne Sistah Noëmi, Pedras Elementais, Flavus Selectah, Baronesa, DichavA, Chapada Roots e Conexão Ponte Velha, ampliando a variedade de estilos presentes no festival. A programação passa pelo reggae autoral, sound system, dancehall, afrolatinidades e ritmos nordestinos, com artistas de diferentes partes da Bahia e projetos ligados diretamente ao território da Chapada.

O público ainda terá acesso a atividades que vão além dos shows. O Jahmove Reggae Steps, com Paty Crespí, promove oficinas de dança reggae, enquanto o Danda Roots Ateliê, conduzido por Amanda Abade, oferece uma atividade gratuita de crochê e artesanato. O idealizador do festival, Dery Lima, também participa com o espetáculo circense de fogo Nós Somos o Mundo.

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A diversidade da programação é uma das marcas do evento, que busca transformar o festival em uma experiência cultural mais ampla. Música, dança, artesanato e circo ocupam diferentes momentos da agenda, criando oportunidades de participação para públicos diversos e aproximando visitantes da produção artística realizada na própria região.

Um festival conectado ao território
A realização do evento também movimenta diferentes setores da economia da Chapada Diamantina. O fluxo de visitantes pode beneficiar pousadas, restaurantes, guias, transportadores e comerciantes de Caeté-Açu e Palmeiras, enquanto a presença de artistas locais amplia o espaço para a produção cultural do território.

O cenário do Vale do Capão acrescenta outra característica ao festival. Conhecido pelas montanhas, trilhas e cachoeiras, o distrito permite que a experiência musical aconteça em contato direto com uma das paisagens mais conhecidas da Chapada, aproximando cultura, turismo e natureza em uma mesma programação.

Com acesso gratuito e uma proposta construída a partir da participação comunitária, o Nós Somos o Mundo retorna após dez anos desde a segunda edição para recuperar um espaço no calendário cultural da Chapada. A organização também mantém uma campanha de financiamento colaborativo para viabilizar os custos de estrutura, logística e realização do evento, reforçando a participação do público na continuidade do projeto.

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