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#Bahia: Ministério Público denuncia presidente e diretores da Bamor por organização criminosa e tortura

Dez integrantes da Bamor permanecem presos preventivamente em Salvador | FOTO: Divulgação |

O Ministério Público da Bahia denunciou integrantes da presidência e da diretoria da torcida organizada Bamor por crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça.

A denúncia foi protocolada na última sexta-feira, dia 2 de outubro, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), como resultado da ‘Operação Inquisição’. Os denunciados permanecem presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.

O MP da Bahia requer a condenação dos denunciados pelos crimes atribuídos a cada um deles, a manutenção das prisões preventivas, o pagamento de indenização às vítimas por danos materiais e morais e a fixação de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 2 milhões.

De acordo com a acusação, os denunciados integravam uma estrutura criminosa estável, organizada e com divisão de funções. A denúncia descreve que os investigados teriam praticado os crimes em contexto de punição privada contra pessoas que, segundo a diretoria da torcida, seriam responsáveis por supostos desvios internos.

Segundo a denúncia, os crimes ocorreram em julho deste ano e os denunciados teriam utilizado a estrutura da torcida organizada para submeter duas pessoas a sessões de violência física e psicológica, com o objetivo de obter confissões sobre supostas irregularidades relacionadas ao sistema de gestão de associados da entidade.

Conforme o MP, a atuação dos investigados teria ocorrido de forma coordenada, com divisão de tarefas e utilização da sede da torcida para a prática dos crimes.

Foram denunciados Matheus Pires Castro, presidente da Bamor; Luciano da Silva Venâncio, vice-presidente; Gabriel Pereira Silva, diretor-geral; Daniel Sena Duarte, diretor de sede; Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing; Diego Allan Conceição Sacramento, diretor de patrimônio; Ivã Cleiton de Jesus Santos, diretor de bateria; Luiz Wagner da Silva Santana, diretor de sede; Alan Rafael Regis Alves de Aquino, diretor financeiro; e o policial militar Fernando Santana Esquivel, apontado como integrante da torcida organizada.

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