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#Chapada: Nascida em Jacobina, Raissa Bahia ganha espaço na Seleção Brasileira de Futebol

A lateral-esquerda integra a nova geração de atletas baianas no futebol nacional | FOTO: Luciana Vermell/CBF |

A lateral-esquerda Raissa Bahia, natural de Jacobina, na Chapada Norte, vive a expectativa de disputar a Copa do Mundo Feminina de 2027 após ser convocada para os amistosos da Seleção Brasileira contra a Argentina, realizados em outubro. A atleta também defende o fortalecimento do futebol feminino e a criação de mais oportunidades para meninas e mulheres no esporte.

Conhecida como Raissa Bahia, a jogadora iniciou sua trajetória no futebol dividindo o campo com meninos em sua cidade natal. Ela passou pela Associação Desportiva Esporte Clube Caieira, pelo Centro de Formação de Futebol da Bahia (CFFB) e pelo Fluminense de Feira antes de avançar na carreira.

A atleta ganhou espaço no cenário nacional atuando pelo Grêmio e, posteriormente, pelo Palmeiras, clube paulista ao qual chegou em 2025. As boas atuações contribuíram para sua presença nas convocações do técnico Arthur Elias.

No sábado (10), Raissa foi titular na vitória do Brasil por 3 a 1 sobre a Argentina, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. A partida integrou a preparação da equipe para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil. As seleções voltaram a se enfrentar nesta terça-feira (13), na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata.

A lateral também participou do Fifa Series, disputado em abril, quando marcou seu primeiro gol pela Seleção Brasileira na vitória por 6 a 1 sobre a Zâmbia. Na competição, ela ainda contribuiu com uma assistência e participou de jogadas ofensivas.

Em entrevista divulgada pela Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), Raissa destacou a gratidão pelas oportunidades e a vontade de continuar evoluindo para alcançar o objetivo de disputar um Mundial.

“Estou muito feliz e grata pela oportunidade de ser convocada e continuo focada, trabalhando muito e buscando evoluir a cada dia. Se Deus quiser, vou conquistar o sonho de ser convocada para uma Copa do Mundo”, afirmou.

Salvador receberá partidas do torneio internacional em 2027 | FOTO: Luciana Vermell/CBF |

Copa do Mundo pode ampliar oportunidades
Para Raissa, a realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil representa uma oportunidade de aumentar a visibilidade da modalidade e incentivar novas gerações de atletas.

“Ter uma Copa do Mundo no nosso país pode aumentar ainda mais a visibilidade da modalidade, aproximar o público e ajudar a fortalecer o futebol feminino, principalmente para que as meninas tenham cada vez mais oportunidades”, avaliou.

A jogadora também espera que o torneio deixe resultados duradouros para o esporte baiano. A Bahia será representada por Salvador entre as cidades-sede do Mundial, marcado para ocorrer de 24 de junho a 25 de julho de 2027.

“Espero que as pessoas passem a olhar com ainda mais carinho para o futebol feminino da Bahia, não apenas durante a Copa, mas também depois”, declarou.

A atleta defende ainda a realização de competições específicas para mulheres como forma de garantir que meninas tenham condições de treinar, disputar campeonatos e buscar espaço no futebol profissional.

Raissa espera que o evento deixe oportunidades permanentes para meninas e atletas baianas | FOTO: Lívia Villas Boas/Staff
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Copa Loreta Valadares fortalece a modalidade na Bahia
Uma das iniciativas voltadas ao desenvolvimento do futebol feminino no estado é a Copa Loreta Valadares, promovida pela Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).

Criada para fortalecer o calendário esportivo e estimular a formação de novas atletas, a competição reúne equipes adultas e categorias de base. Em 2026, o torneio chegou à quarta edição, com disputas nas categorias sub-15, sub-17 e adulta.

Para Juliana Camões, coordenadora do Núcleo Mais Mulheres no Esporte da Sudesb, iniciativas como essa contribuem para ampliar a participação feminina e reconhecer o esporte como instrumento de transformação social.

A treinadora baiana Dilma Mendes, tricampeã mundial à frente da Seleção Brasileira Feminina de Fut7, também destaca a importância de manter competições voltadas especificamente para mulheres. Ela avalia que a Copa Loreta Valadares representa um avanço ao oferecer espaço e condições para que mais atletas participem do esporte.

A competição homenageia Loreta Valadares, professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), feminista e ativista política que lutou contra a ditadura militar e morreu em 2004.

Com a proximidade do Mundial de 2027, a expectativa é que a visibilidade da competição internacional ajude a ampliar o apoio ao futebol feminino e incentive políticas permanentes de formação, participação e valorização das atletas.

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