O Terminal Rodoviário de Piatã foi interditado por tempo indeterminado após um laudo técnico apontar risco estrutural grave e iminente no imóvel. A medida foi comunicada no dia 28 de outubro, em publicação nas redes sociais da prefeitura, e ocorre durante a administração do prefeito Marcos Paulo (PSD), período em que o equipamento continuou funcionando nos últimos meses, mesmo diante das condições precárias da estrutura e dos riscos para passageiros e trabalhadores.
A suspensão das atividades afeta a rotina de moradores que dependem do transporte rodoviário para trabalhar, estudar, realizar consultas e acessar serviços em outras cidades. O fechamento também interfere na chegada de visitantes, que utilizam o terminal como um dos principais pontos de acesso a Piatã e aos atrativos turísticos da região.
O documento técnico também apontou danos em diferentes partes do terminal, incluindo a ruptura de uma peça metálica da cobertura, sinais de comprometimento da estrutura, falhas nas instalações elétricas, rachaduras e infiltrações. As condições identificadas indicam a possibilidade de queda de componentes sobre áreas utilizadas por passageiros e veículos.
Os problemas, que já se estendiam por meses, mantiveram moradores e visitantes expostos a riscos durante a utilização da rodoviária. A circulação de pessoas em meio às falhas estruturais e às condições de conservação do imóvel só foi interrompida após a determinação do fechamento do equipamento.
Com a interdição, estão proibidos o embarque e o desembarque de passageiros, a circulação e o estacionamento de veículos, a permanência de pessoas e o funcionamento dos guichês nas áreas afetadas. Segundo nota da gestão municipal, a rodoviária permanecerá fechada até que sejam adotadas medidas para garantir a segurança do imóvel.
Impasse entre Estado e município deixa passageiros sem alternativa
Por meio de uma publicação nas redes sociais, a Prefeitura de Piatã atribuiu ao Governo da Bahia a responsabilidade pela conservação e manutenção do terminal rodoviário. Em resposta à comunicação do município, a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) informou que enviará um técnico nesta terça-feira (3) para realizar uma inspeção e avaliar as condições estruturais do imóvel, além de verificar a extensão dos danos apontados no laudo.
Enquanto as administrações municipal e estadual discutem as responsabilidades e as medidas necessárias, são os moradores e visitantes que enfrentam as consequências da interdição. Sem um endereço provisório para o funcionamento da rodoviária e sem uma previsão para a recuperação do equipamento, passageiros seguem sem saber onde embarcar, desembarcar ou a quem recorrer para obter uma solução para o problema.
Jornal da Chapada

