Jornal da Chapada

MST encerra congresso estadual e define linhas de ações para a luta pela terra

O deputado Valmir Assunção recepciona o parlamentar João Daniel (segundo da esq. para a dir.) | FOTO: Jonas Santos |

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) completou 30 anos de atuação de luta pela terra na Bahia. Como parte das homenagens, o núcleo representativo do movimento no estado realizou, neste final de semana, em Feira de Santana, o 27º Congresso Estadual para debater as novas ações para 2015, a situação fundiária no país e diretrizes para novas políticas públicas. O MST vai acompanhar as pautas nacionais a respeito da reforma agrária, das políticas voltadas para a produção de alimento no campo, entre outras atribuições, como acompanhar e cobrar das autoridades a conclusão de investigações envolvendo assassinatos contra trabalhadores sem-terra.

O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) acompanhou os debates e recepcionou, neste domingo (18), o parlamentar sergipano João Daniel (PT), que foi eleito no último pleito. Ambos são do MST e representam o movimento na Câmara Federal. “A luta pela terra envolve diferentes fatores que se resume em um único conceito e que defendo com veemência, que é o cumprimento da função social da terra. Produzir alimentos para subsistência e ampliar as produções familiares para comercialização em feiras livres e ações de cooperativas são exemplos fundamentais para avançar o desenvolvimento do campo. O deputado João Daniel compreende isso e juntos vamos cobrar mais políticas nesses setores no Congresso Nacional”, aponta Valmir Assunção.

MST completa 30 anos de atuação na luta pela terra | FOTO: Peter Shilton |

Para o dirigente do MST, Márcio Matos, a reforma agrária só será possível com a luta dos trabalhadores rurais do campo. “Aliado a isso precisamos ampliar a presença de representantes em espaços de poder e os debates voltados para as pautas do governo e da sociedade devem perpassar por todas as áreas das gestões públicas”. Já a dirigente Elizabeth Rocha, diz que “todo o cidadão tem o dever de desempenhar determinada atividade e, com mais ações no campo, famílias inteiras permanecem em seus locais de origem e desenvolvem melhor a individualidade física, moral e intelectual de seus membros”.

Passaram pelo congresso do MST, além de políticos, secretários de estado, prefeitos, vereadores e lideranças políticas, como os titulares do governo Rui Costa, Josias Gomes (Relações Institucionais), Jerônimo Rodrigues (Desenvolvimento Rural), Vera Lúcia Barbosa, a Lucinha do MST (Promoção da Igualdade Racial) e Bruno Dauster (Casa Civil). Também estiveram os prefeitos de Boa Vista do Tupim, Uruçuca e Sobradinho, Gidu do PT, Fernanda Silva e Luiz Vicente (PDT), respectivamente. Participaram do evento ainda o presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, o vereador de Salvador, Suíca (PT), o presidente do Centro de Assessoria do Assuruá (CAA), Mário Jacó, o coordenador executivo da Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), Ariosvaldo de Souza, a superintendente de Políticas Territoriais e Reforma Agrária da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Renata Rossi, e o superintende do Incra na Bahia, Luiz Gugé.

Pular para a barra de ferramentas