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#Turismo: Confira aqui dicas para uma caminhada saudável e em harmonia com a natureza na Chapada Diamantina

A partir de Igatu (Andaraí) se chega a Rampa do Caim, que por sua vez dá acesso a uma trilha que continua para dentro do Parque Nacional em direção ao Vale do Pati, passando pelos cânions | FOTO: Reprodução/Tom Alves |

Fugir da rotina, aliviar o estresse e recarregar as energias em meio a um ambiente natural, movimentando o corpo e inspirando a mente. Essa tem sido a opção de muitas pessoas, especialmente moradores das grandes capitais do país. Dentre os lugares mais desejados pelos turistas do Brasil e de outras partes do mundo, está a Chapada Diamantina.

Para quem está pensando em se aventurar pelas trilhas diamantinas, o biólogo norte-americano, naturalizado brasileiro, que também é guia e foi o impulsionador da criação do Parque Nacional na região, Roy Funch, dá dicas essenciais para o visitante aproveitar, ao máximo, o potencial deste patrimônio ecológico.

O Poço Encantado, no município de Itaetê, é uma excelente opção de passeio leve e de fácil acesso | FOTO: Reprodução/Branco Pires |

Confira aqui as principais dicas, elaboradas pelo Guia Chapada Diamantina em parceria com Roy Funch, e bom passeio!

1 – Informe-se sobre o grau de dificuldade antes da partida e avalie suas condições físicas e psíquicas. Na Chapada Diamantina, existem opções pra todos os estilos;
2 – Se não tem costume, não saia sozinho. Contrate um guia de turismo. Mas, mesmo acompanhado por um profissional, preste atenção no caminho e seja responsável pela sua própria segurança;
3 – Chapéu, protetor solar e cantil são essenciais;
4 – Os melhores calçados para andar na região são as botas, que não encharcam muito e têm solado mais emborrachado, o que aumenta a aderência. Lembrando que elas já devem estar bem usadas, para garantir maior conforto e segurança;
5 – O ideal é não levar nada na mão! Coloque tudo em uma mochila para manter o equilíbrio do corpo;
6 – Mantenha o mínimo de cinco metros de distância da pessoa que está a sua frente. Isso irá ampliar seu campo de visão, melhorando a contemplação da paisagem, além de evitar topadas em pedras e galhos;
7 – Prefira roupas de tecidos com proteção UV, mas, caso não seja possível, escolha tecidos com a trama mais fechada, como náilon ou poliéster. Evite o algodão;
8 – Se tiver sensibilidade exagerada à picada de insetos, leve um anti-histamínico no kit de primeiros socorros;
9 – Escolha alimentos naturais, como frutas secas, e ricos em energia, a exemplo de cereais, para fazer um lanche durante a caminhada;
10 – Tente manter o silêncio. Temos o costume de falar, inclusive pelo celular. Mas na trilha devemos evitar isso. Capte os cheiros e escute os sons da natureza, como a melodia dos pássaros. Entregue-se ao passeio!

Todas as trilhas que levam ao Vale do Pati, partindo do Guiné, de Andaraí ou do Capão, são consideradas de dificuldade avançada | FOTO: Jornal da Chapada |

A Chapada Diamantina oferece diferentes opções de roteiro por nível de dificuldade, leve, moderado ou avançado.

Veja aqui sugestões de passeios que se adéquam a sua condição.
Leve
Parque da Muritiba: Serrano, Poço Halley, Salões de Areia, Cachoeirinha e Primavera (Lençóis)
Cachoeira do Mosquito (Lençóis)
Poço Azul (Nova Redenção)
Poço Encantado (Itaetê)
Parque Sempre-Viva (Mucugê)
Pratinha e Gruta da Lapa Doce (Iraquara)

Moderado
Cachoeira do Buracão (Ibicoara)
Cachoeira da Fumaça por cima com o Riachinho (Vale do Capão)
Rampa do Caim com a Cachoeira da Donana (Igatu)
Ribeirão do Meio e Cachoeira do Sossego (Lençóis)
Águas Claras e Morrão (Palmeiras)

Avançado
Vale do Pati entrando por Guiné
Cachoeira da Fumaça por baixo (Palmeiras)
Cachoeira dos Cristais, Três Barras e Bequinho (Andaraí)

No vídeo a seguir, produzido pelo Guia da Chapada Diamantina, aprenda a organizar sua mochila para o próximo trekking.

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