Jornal da Chapada

Artista baiano, radicado em Nova Iorque, é destaque na bienal em Mali

Thiago Correia Gonçalves tem formação em Arquitetura e Urbanismo pela Escola da Cidade e já participou de várias exposições | FOTO: Reprodução |

Um artista baiano, radicado em Nova York, é um dos principais destaques da Bienal de Bamako no Mali, que vem acontecendo desde o final de outubro. O multimídia Thiago Correia Gonçalves, que integra a comitiva que representa o Brasil, vem chamando a atenção dos visitantes e críticos pela qualidade do seu trabalho cujo tema inusitado trata da Maniçoba. Um dos elementos da cultura do Recôncavo. Ele está participando junto com os conceituados artistas Todd Lester e Jaime Lauriano.

Thiago vem apresentando uma série de performances, instalação e fotogravuras envolvendo o preparo da Maniçoba, prato típico baiano, e a “Trilha dos Maniçobeiros no Parque Nacional da Serra da Capivara”. Com a realização desta refeição aborda fatos históricos da chegada do homem na América.

Através da pesquisa de outros temas da cultura agreste e sertaneja, como os processos de conservação da carne de bode, suas obras buscam uma conexão antropológica entre arte, cultura e alimentação traçando de forma multiartística as ligações entre homem e a terra, comida e cultura. A questão do território e das formas de ocupação humana se apresenta poética e visualmente, abordando as recentes descobertas arqueológicas que comprovam a miscigenação ancestral dos índios asiáticos, vindos da Beríngia, com povos africanos que cruzaram o Atlântico muito antes do período colonial escravocrata no Brasil.

O tema deste ano da Bienal é “African Diaspora”. Além da comitiva brasileira também estarão presentes artistas importantes como Coco Fusco (Cuba/EUA), The Otolith Group (ENG) e Simon Gush (África do Sul). A Bienal de Bamako é organizada pelo Ministério da Cultura do Mali e pelo Institut Français e prossegue esta semana no Museu Nacional do Mali e em diversos locais pela capital.

Thiago Correia Gonçalves tem formação em Arquitetura e Urbanismo pela Escola da Cidade e já participou de exposições na Casa da Xiclet (São Paulo, 2007 e 2008), no Projeto Imóvel (Edifício Copan, São Paulo, 2011), Casa de Cultura Mário Quintana (Porto Alegre, 2013), Niklas Schechinger Gallery (Hamburgo/ALE, 2014), Memorial da América Latina (São Paulo, 2014), MASP (São Paulo, 2014), Galeria Península (Porto Alegre, 2014) Dox Center (Praga/CZECH, 2014) e Franzensfeste Fortezza (Alto Adige/ITA, 2015).

*Jolivaldo Freitas

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