Jornal da Chapada

#Polêmica: MPF arquivo inquérito e decide que Weintraub não cometeu racismo ao ridicularizar chineses

Em abril do ano passado, ex-ministro sugeriu que a China estaria se beneficiando com a pandemia do coronavírus e ironizou o sotaque de imigrantes asiáticos, gerando repúdio da Embaixada da China no Brasil.

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar, nesta quarta-feira (24), um inquérito aberto contra o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, pelo suposto crime de racismo. Em abril no ano passado, no início da pandemia, Weintraub acusou a China de se beneficiar com a crise sanitária. Em postagem no Twitter, o ministro postou a capa de uma edição do gibi da Turma da Mônica que se passa na China, e usou a fala típica do personagem Cebolinha, que troca o R pelo L, para ridicularizar a forma com a qual imigrantes asiáticos falam português.

“Geopolíticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo?”, escreveu o olavista. Dias depois, a postagem foi apagada. Inicialmente, Weintraub foi denunciado pelo crime de racismo no Supremo Tribunal Federal (STF). Como ele deixou o Ministério da Educação meses depois, o caso foi remetido para a Procuradoria da República no Distrito Federal.

O órgão, ao arquivar a ação, por sua vez, seguiu a Polícia Federal, que concluiu o inquérito em dezembro do ano passado e concluiu que não havia elementos suficientes para provar que o ex-ministro cometeu o crime de racismo. Em sua defesa por escrito, Weintraub argumentou que utilizou “elementos de humor”. Já a Embaixada da China no Brasil, à época da “piada” do ex-ministro, divulgou uma nota de repúdio.

“Deliberadamente elaboradas, tais declarações são completamente absurdas e desprezíveis, que têm cunho fortemente racista e objetivos indizíveis, tendo causado influências negativas no desenvolvimento saudável das relações bilaterais China-Brasil”, diz o texto da representação diplomática. A redação é da Revista Fórum.

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