O senador Marcos do Val (Podemos-ES) anunciou, na madrugada desta quinta-feira (2), a saída da política, após se envolver em discussões com políticos e grupos de direita na esteira da disputa entre Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Rogério Marinho (PL-RN) pela presidência do Senado.
Do Val, que declarou voto em Marinho e se destacava na casa como apoiador de Jair Bolsonaro, cumprimentou e abraçou Pacheco e seu aliado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) pela vitória do senador mineiro. Parlamentares como o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), então, questionaram o senador pelo gesto.
Uma montagem com assinatura do MBL chegou a apontá-lo como “traidor”, que teria declarado voto em Marinho e votado em Pacheco – a eleição para a presidência do Senado é secreta. Em resposta, Do Val classificou a montagem como fake e compartilhou o vídeo abraçando Pacheco.
🚨 GRAVE: O senador Marcos do Val informa que Bolsonaro o coagiu para a tentativa de um golpe de Estado. Segundo ele, a denúncia sairá na Veja. pic.twitter.com/KAyx3pO1Jp
— Desmentindo Bolsonaro (@desmentindobozo) February 2, 2023
Ele afirmou que o presidente do Senado “é um amigo que tenho há quatro anos e, com a educação que aprendi com o meus pais, fui dar os parabéns pela vitória e aproveitei para perguntar se amanhã será pautado o meu pedido da CPI do Terrorismo. Nada mais do que isso!”, escreveu.
Pelo Instagram, ele ainda respondeu alguns usuários que o estavam atacando. Em um deles, disse que estava “contando os dias para largar esse mandato”. “Vocês não merecem o meu esforço”, afirmou Do Val.
O senador também abriu uma live no Instagram, onde entrou em uma discussão com o ex-deputado estadual paulista Arthur do Val (Mamãe Falei) e Renan Santos, ambos do MBL. Redação da CNN Brasil.















































