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#Bahia: Empresário que quer comprar a Bamin é investigado pela Polícia Federal; entenda o caso

Lucas Kallas, dono da Cedro Participações, é denunciado por fraude em exploração de mina no estado de Minas Gerais.

Estagiário 1 por Estagiário 1
28 abril 2025 - 15h36
no Curiosidades, Menu Principal, Política, Urgente
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#Bahia: Empresário que quer comprar a Bamin é investigado pela Polícia Federal; entenda o caso

Investigado pela PF, Lucas Kallas é um dos interessados na venda da Bamin, empresa com projetos bilionários de minério de ferro na Bahia | FOTO: Reprodução/ Cedro |

A novela da possível venda da Bamin, empresa com projetos bilionários de minério de ferro na Bahia, ganhou um novo capítulo: um dos interessados em comprar a empresa está sendo investigado pela Polícia Federal (PF). Trata-se de Lucas Kallas, o poderoso empresário à frente da Cedro Participações, um império com atuação em diversos negócios, incluindo a recente arrematação de um porto no Rio de Janeiro.

O que aconteceu?
Kallas está sendo investigado pela PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) por conta de um grande esquema de extração ilegal de minério de ferro em plena Serra do Curral, na região de Belo Horizonte. A operação, deflagrada no final de março – e que foi anunciada recentemente pela revista Veja – resultou na apreensão de documentos no bloqueio de mais de R$ 800 milhões em bens ligados ao caso, o que teria causado um prejuízo milionário aos cofres públicos.

A investigação aponta que Kallas e seus sócios teriam entrado no negócio de uma mineradora já atuante na Serra do Curral e, a partir de 2014, análises da PF e de auditorias independentes confirmaram um aumento significativo na extração de minério que ia contra um plano de recuperação ambiental da área, tombada como patrimônio histórico desde 1990. A PF suspeita que servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM) teriam recebido algum tipo de benefício para “fechar os olhos” à exploração irregular.

Agora, o nome de Lucas Kallas surge como um dos interessados em adquirir a Bamin, justamente a empresa que pretende construir e operar um complexo logístico de minério de ferro na Bahia, incluindo um trecho da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) e o Porto Sul, a ser construído em Ilhéus. Essa possível ligação entre um empresário investigado por exploração ilegal de minério e a Bamin levanta ainda mais questionamentos sobre o futuro desses importantes projetos baianos.

Apesar de a defesa de Kallas negar qualquer irregularidade e afirmar que sua ligação com a mineradora investigada foi indireta e encerrada em 2018, a PF mantém a apuração, já que as supostas ilegalidades coincidem com o período em que o empresário esteve envolvido no negócio. O desfecho dessa investigação pode trazer novos elementos para a polêmica em torno da mineração e, quem sabe, influenciar os rumos da Bamin na Bahia.

Investigação coloca em xeque possível parceria com BNDES e Vale
Como foi amplamente noticiado pela imprensa, a Cedro Participações, empresa de Kallas, busca adquirir a Bamin em consórcio com a Vale e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No entanto, o empresário tem enfrentado dificuldades em atrair outros investidores para o consórcio, o que levanta dúvidas sobre a capacidade financeira da Cedro para concretizar a compra.

Além disso, a história de Kallas ser investigado pela Polícia Federal pode complicar ainda mais as coisas para ele conseguir o apoio do BNDES para comprar a Bamin, uma vez que instituições públicas tendem (ou deveriam tender) a evitar negociações com empresas ou indivíduos sob investigação policial por crimes graves.

Em 2008, Lucas Kallas, que era dono de uma construtora, foi preso na Operação João de Barro, da Polícia Federal, que investigou o desvio de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em posicionamento enviado à Agência Pública, Kallas destacou que os fatos já foram devidamente esclarecidos na Justiça, mas revelou que ainda há uma ação em andamento.

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