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#Bahia: UGT-BA repudia ataques à Venezuela e a prisão de Nicolás Maduro

O presidente da UGT-BA, Marcelo Carvalho, manifestou preocupação com a escalada de tensões envolvendo a Venezuela | FOTO: Divulgação |

A UGT-BA (União Geral dos Trabalhadores da Bahia) manifestou “profunda preocupação” com a escalada de tensões envolvendo a Venezuela, ao denunciar ataques ao território do país, bem como a prisão do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa pelo governo dos Estados Unidos.

Em nota divulgada no sábado (3), a entidade sindical repudia qualquer forma de intervenção estrangeira na América Latina, alerta para os impactos diretos desses conflitos sobre a classe trabalhadora e defende a soberania dos povos, a autodeterminação nacional e a resolução pacífica das disputas internacionais.

“A UGT-BA reafirma seu compromisso histórico com a defesa da paz, da soberania dos povos e da estabilidade regional, compreendendo que conflitos dessa natureza recaem de forma direta e brutal sobre os trabalhadores e as populações mais vulneráveis. A militarização de países latino-americanos, a imposição de interesses externos e o uso da força como instrumento de política internacional aprofundam crises sociais, ampliam fluxos migratórios forçados, elevam o custo de vida e intensificam a precarização das condições de trabalho”, diz trecho da nota.

“O sequestro de um chefe de Estado, assumido publicamente por uma liderança política dos Estados Unidos, representa uma ruptura grave com o direito internacional e cria um cenário de instabilidade que ameaça toda a região. Esse tipo de ação está diretamente associado à disputa por interesses econômicos estratégicos, especialmente o controle das vastas reservas de petróleo venezuelanas, historicamente tratadas como ativo central nas intervenções externas sobre o país. Quando o petróleo entra em cena, quem paga a conta são os povos e, sobretudo, a classe trabalhadora”, diz o texto.

Leia abaixo a íntegra da nota da UGT-BA
A União Geral dos Trabalhadores da Bahia, presidida por Marcelo Carvalho, manifesta profunda preocupação com a escalada de tensões envolvendo a Venezuela, marcada por ataques ao seu território e pelo sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, fato publicamente assumido por Donald Trump, em meio à intensificação da presença e da ameaça de intervenções diretas dos Estados Unidos na América Latina.

A UGT Bahia reafirma seu compromisso histórico com a defesa da paz, da soberania dos povos e da estabilidade regional, compreendendo que conflitos dessa natureza recaem de forma direta e brutal sobre os trabalhadores e as populações mais vulneráveis. A militarização de países latino-americanos, a imposição de interesses externos e o uso da força como instrumento de política internacional aprofundam crises sociais, ampliam fluxos migratórios forçados, elevam o custo de vida e intensificam a precarização das condições de trabalho.

O sequestro de um chefe de Estado, assumido publicamente por uma liderança política dos Estados Unidos, representa uma ruptura grave com o direito internacional e cria um cenário de instabilidade que ameaça toda a região. Esse tipo de ação está diretamente associado à disputa por interesses econômicos estratégicos, especialmente o controle das vastas reservas de petróleo venezuelanas, historicamente tratadas como ativo central nas intervenções externas sobre o país. Quando o petróleo entra em cena, quem paga a conta são os povos e, sobretudo, a classe trabalhadora.

A experiência histórica demonstra que intervenções militares, sanções econômicas e bloqueios não produzem desenvolvimento nem justiça social, mas desemprego, fome, violência e perda de direitos. A instabilidade regional afeta cadeias produtivas, encarece alimentos e energia e agrava desigualdades, com impactos diretos sobre os trabalhadores dos países vizinhos, inclusive o Brasil.

Diante desse cenário, a UGT Bahia repudia qualquer forma de intervenção estrangeira na Venezuela e reafirma que a defesa dos direitos dos trabalhadores passa, necessariamente, pela defesa da soberania nacional, da autodeterminação dos povos e da resolução pacífica dos conflitos. Não há justiça social possível sob a lógica do imperialismo, da guerra e da exploração dos recursos naturais em benefício de poucos. As informações são de assessoria.

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