O deputado estadual Tiago Correia, líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, afirmou causar estranheza a declaração do líder do governo, Rosemberg Pinto, de que “na Bahia, uma marca ou um sobrenome não costuma vencer eleições”. Para Correia, a fala ignora o próprio histórico recente do PT no estado.
Segundo o parlamentar, o governador Jerônimo Rodrigues foi eleito em 2022 justamente como o “candidato de Lula”, identificado basicamente pelo número 13 e pela associação direta ao presidente. “À época, Jerônimo era pouco conhecido do eleitorado e não possuía densidade eleitoral própria, tendo se beneficiado claramente da transferência de votos do então líder petista. Fica claro que Rosemberg adota o discurso de dois pesos e duas medidas”, afirmou.
Tiago Correia avalia que o cenário político atual é diferente do vivido na eleição passada. De acordo com ele, o presidente Lula enfrenta hoje índices elevados de desaprovação em todo o país, inclusive no Nordeste, região que historicamente lhe garantia maior vantagem. “Isso desmonta a tese de que a simples associação a uma liderança nacional continuará sendo suficiente para definir eleições”, disse.
O deputado também criticou a avaliação do governo estadual. Segundo ele, Jerônimo Rodrigues enfrenta um nível de reprovação inédito entre governadores em exercício na Bahia, o que dificulta a repetição da estratégia adotada em 2022.
Na avaliação do líder da oposição, o eleitor baiano está mais exigente e tem cobrado resultados concretos. “Segurança pública, custo de vida, geração de emprego e qualidade dos serviços públicos seguem como preocupações centrais da população. É esse balanço da gestão que vai pesar nas próximas eleições, e não a tentativa de reescrever estratégias do passado, requentando promessas e atrasando entregas aguardadas pela população”, afirmou.
Ao final, Tiago Correia disse que, diante desse cenário, ACM Neto desponta como favorito na disputa eleitoral. Com informações de assessoria.

