O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado estadual Tiago Correia (PSDB), criticou o silêncio de integrantes da base do governo estadual diante do reajuste das tarifas do transporte rodoviário intermunicipal, autorizado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo o parlamentar, os mesmos grupos que se manifestaram contra o aumento da passagem do transporte municipal de Salvador agora evitam comentar reajustes que chegam a quase o dobro da inflação.
Os novos valores entram em vigor a partir deste sábado (17). De acordo com resoluções publicadas no Diário Oficial do Estado na última quinta-feira (15), os reajustes ficaram acima da inflação oficial de 2025, que fechou em 4,26%, segundo o IPCA.
As linhas semiurbanas registraram o maior aumento, de 8,44%, percentual que, segundo Tiago Correia, impacta principalmente passageiros que realizam deslocamentos diários entre municípios vizinhos. Já as linhas intermunicipais de longa distância e as da Região Metropolitana de Salvador, com saída dos terminais rodoviários, tiveram reajuste de 6,28%, também acima da inflação.
Além das passagens, o governo estadual autorizou o reajuste da tarifa de embarque da Rodoviária de Salvador, que passou a ser de R$ 9,08 para viagens interestaduais, R$ 3,75 para viagens intermunicipais e R$ 1,55 para viagens intermunicipais metropolitanas. Na prática, os valores se somam ao preço das passagens, elevando o custo total para o passageiro.
O deputado afirmou que o aumento prejudica especialmente trabalhadores e estudantes do interior, que dependem do transporte interurbano para estudar, trabalhar ou buscar atendimento médico. Ele também criticou as condições do serviço oferecido, mencionando ônibus antigos, problemas de segurança, linhas extintas e dificuldades causadas pelas más condições das estradas.
Para Tiago Correia, o reajuste representa mais um ônus para a população, sem contrapartida em melhorias no sistema. O parlamentar voltou a cobrar posicionamento dos críticos do transporte municipal de Salvador, que, segundo ele, permanecem em silêncio diante das decisões do governo estadual. Com informações de assessoria.

